Escolha o tema para o próximo texto!

domingo, 9 de novembro de 2008

As bênçãos do tradicionalismo!

Por Chafic Jbeili

Ser quadrado, careta, certinho nos dias atuais é motivo de chacota. Veja como soam pejorativos os termos no início desta frase. Não imagina a importância que estas pessoas têm nas sociedades.

Bem, pesquisa recente revelou que o governo da Holanda, país onde recentemente foi liberado o uso da maconha e legalizada a prostituição, se arrependeu das medidas liberais adotadas e amarga degradação social com sérios prejuízos para os cofres públicos nas áreas de Saúde e Segurança, além de desestabilização econômica no setor imobiliário, sem falar no cerceamento à liberdade de seus cidadãos mais tradicionais que agora mudam de rua, bairro e até de cidade.

Ao contrário do que pensavam os governantes, a procura por entorpecentes aumentou ao invés de diminuir, elevando consideravelmente os índices de violência nas ruas onde funcionam pontos de vendas, aumentando o consumo de outros tipos de produtos e serviços pelo efeito da “venda casada”. Quem vai para comprar maconha, acaba comprando drogas mais fortes, bebidas, armas e utilizando os serviços de profissionais do sexo, potencializando a propagação de doenças sexualmente transmissíveis e a AIDS.

Se buscarmos na história antiga, veremos que não foram as guerras ou os piores inimigos de César que acabaram com Roma, mas a degradação social pela degeneração do tradicionalismo e a liberação da prostituição e da pedofilia. Nos escritos bíblicos temos o exemplo de Sodoma e Gomorra, cuja sociedade vivia em total depravação de toda ordem, a ponto de um Sodomita ter convidado um anjo de Deus para ter relações sexuais com ele. Qual foi o trágico fim destas duas importantes cidades.
Sabe-se, contudo, que o rigor social pode causar angústias, ansiedades e até depressão, entre outras psicalgias e distúrbios do comportamento.

É preciso equilíbrio, como tudo na vida!

Tanto o liberalismo quanto o tradicionalismo precisam estar na medida justa e adequada. Os extremos são prejudiciais em qualquer circunstâncias. Lembre-se que a diferença entre remédio e veneno está na dosagem.

Prefira o tradicionalismo moderado como estilo de vida e se alguém lhe chamar de quadrado, careta ou certinho, sinta orgulho ao invés de constrangimento, pois é por causa dos tradicionalistas que a sociedade brasileira ainda mantém alguma viabilidade econômica, política e sociocultural, incluindo os aspectos religiosos.

Apologias ao fim do casamento; à produção independente ou à não-gravidez; a banalização do almoço em família; o descaso com as festas tradicionais; a moda do “ficar”; a ausência de respeito às autoridades constituídas; os movimentos neoliberais oportunistas; a acentuação do individualismo material, onde cada pessoa tem o seu telefone, o seu computador, o seu quarto, a sua televisão, o seu carro etc; bem como a precoce iniciação de adolescentes à vida sexual são exemplos de tendências sociais ao liberalismo desenfreado que promove a degradação da sociedade.

É preciso pisar no freio e se você tem o poder de fazê-lo, então faça sem remorso!
Ser liberal é moderno, legal, mas são os tradicionalistas, amantes da ordem e da decência que garantem a sobrevida de toda a sociedade, inclusive dos próprios liberais, que na minha opinião são kamikases natos e não merecem a liberdade que reivindicam.

Ninguém tem o direito de consumir felicidade sem produzí-la.

Aos quadrados, caretas e certinhos o meu respeito, consideração e apoio. Aos liberais a minha tolerância e disposição de convivência pacífica.

Chafic Jbeili
Editor Chafic.com.br
(61)3377-9175 | (61)8490-3648
Brasília-DF | Brasil
www.chafic.com.br
chafic@chafic.com.br

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Prof. Chafic é eleito Presidente da Sopensar para o biênio 2009/2010.

Prof. Chafic é eleito Presidente da Sopensar para o biênio 2009/2010.

O psicanalista e psicopedagogo Prof. Chafic, como é conhecido, foi eleito nesta terça-feira (04/11/2008) como presidente da SOPENSAR – Sociedade de Informação e Apoio Multidisciplinar em Ensino-aprendizagem, para o biênio 2009/2010.

A Instituição foi fundada na capital federal em 2006 com o intuito de congregar profissionais das mais diversas áreas do conhecimento para oportunizar intercâmbio técnico multidisciplinar e oferecer a população reuniões periódicas no formato de escola de pais, além de grupos de apoio em assuntos sociais como depressão, estresse, síndrome de burnout, qualidade de vida, alimentação saudável entre outras.

Em sua sede, a equipe de técnicos realiza atendimento individual nas áreas de pedagogia, psicopedagogia, psicologia, psicanálise, fonoaudiologia, entre outras especialidades concernentes à promoção do bom desempenho escolar e acadêmico de seus assistidos.

A Sopensar efetiva parcerias com escolas públicas e particulares para a realização de palestras temáticas, por meio de contrato de convênio, beneficiando não apenas os alunos das escolas, mas pais, funcionários e também os próprios professores com descontos importantes para atendimento nas especialidades disponíveis.

A Diretoria Sopensar ficou composta da seguinte forma:
Presidente: Chafic Jbeili – Psicanalista e psicopedagogo;
Vice-presidente: Mariana Castilhos – Fonoaudióloga, especialista em linguagem, psicopedagogia e orientação educaional;
Diretora-técnica: Sonia Maria – Psicóloga, especialista em psicologia cognitivo-comportamental e orientação vocacional;
Diretora-pedagógica: Noélia Martins – Pedagoga, especialista em psicopedagogia clínica e institucional, mediadora de PEI.
Diretora-administrativa: Rosilene Jbeili – Secretária Executiva, especialista em arquivologia e rotinas administrativas.

Em seu discurso de agradecimento o Prof. Chafic afirmou emocionado: “Vamos criar o nosso jornal e divulgar informações importantes sobre Educação e Saúde para toda sociedade. Eu preciso contar com profissionais voluntários e doadores que possibilitarão a realização desta estratégia multidisciplinar de inquestionável relevância social”.

Para conhecer mais sobre a Sopensar acesse www.sopensardf.blogspot.com

Rosilene Jbeili
Secretária-Executiva SOPENSAR

sábado, 1 de novembro de 2008

Curso: Arquitetura da Mente: Id, ego e superego

Arquitetura da mente: id, ego e superego.
Entenda melhor o comportamento humano com as descobertas de Freud sobre o inconsciente e a dinâmica psíquica entre id, ego, superego e os mecanismos de defesa.

Investimento: Parcela única no valor de R$195,00, à vista ou parcelado, inclui apostila com questionário avaliativo, suporte e certificação.

Carga Horária certificada: 80 Horas/aula | Totalmente a distância.

Data de início: Início imediato à inscrição sem necessidade de esperar formar turmas. Você paga, preenche a ficha de inscrição e aguarda as orientações iniciais.

Tutoria e suporte: O tutor dos cursos a distância é o professor Chafic Jbeili - Especialista em Psicopedagogia Clínica pela FACETEN/RR; psicanalista clínico pelo Instituto IMPAR; autor do livro Superando o Desânimo; membro fundador da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática do Distrito Federal; professor convidado dos cursos de pós-graduação em Psicopedagogia e Docência do Ensino Superior do Instituto Educacional Multidisciplinar de Brasília – IMPAR; autor e tutor do curso Stress docente: A Síndrome de burnout em professores, ministrado pela Fundação Aprender e Portal Psicopedagogia OnLIne.

www.chafic.com.br

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Curso: Orientação Familiar Integrativa

Curso livre de atualização e qualificação profissional, totalmente a distância:

Orientação Familiar Integrativa
Em 10 Módulos totalmente a distância | Não habilita ao atendimento clínico nem visa a formação de psicoterapeutas.

Sabe-se que uma das maiores causas das dificuldades na aprendizagem é a desestrutura familiar. Este fenômeno tem aumentado significativamente e provocado dissonância entre a família e a escola. Neste sentido, o curso de atualização e qualificação profissional em Orientação Familiar Integrativa tem por objetivo oferecer a educadores, em especial professores das redes pública e privada de ensino, conhecimentos teóricos em relação à dinâmica familiar no contexto atual, com especial destaque aos temas concernentes à indisciplina dos educandos, a violência escolar e o papel da escola, do estado e da família na formação de crianças e adolescentes.

Público alvo:
Psicanalistas; Psicólogos; Professores; Juristas; Advogados de Família; Orientadores; Psicopedagogos; Terapeutas Holísticos; Pastores; Pais, Nutricionistas e interessados na Terapêutica Familiar Integrativa.

Data de início: Início imediato à inscrição sem necessidade de esperar formar turmas. Você paga, preenche a ficha de inscrição e aguarda as orientações iniciais.

Tutoria e suporte: O tutor dos cursos a distância é o professor Chafic Jbeili - Especialista em Psicopedagogia Clínica pela FACETEN/RR; psicanalista clínico pelo Instituto IMPAR; autor do livro Superando o Desânimo; membro fundador da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática do Distrito Federal; professor convidado dos cursos de pós-graduação em Psicopedagogia e Docência do Ensino Superior do Instituto Educacional Multidisciplinar de Brasília – IMPAR; autor e tutor do curso Stress docente: A Síndrome de burnout em professores, ministrado pela Fundação Aprender e Portal Psicopedagogia OnLIne. Curriculo completo.

Certificação:
Realizado em parceria com o Instituto I.B.F e ABMP-DF
Associação Brasileira de Medicina Psicossomática
do Distrito Federal
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público | Qualificada e Reconhecida pelo Ministério da Justiça

Prazo mínimo para conclusão: 06 (seis) meses
Prazo máximo para conclusão: 18 (dezoito) meses

Certificação e pagamento por módulo realizado.
Ao final dos 10 módulos o cursista receberá certificado
com carga horária total de 200 horas e direito a afiliação ABMP/DF.

1º Módulo disponível:
PSICOTERAPIA FAMILIAR
Livro base: Psicoterapias: Abordagens atuais.

Tópicos estudados:
- O desenvolvimento da terapia familiar;
- Mudanças ao longo do ciclo vital da família;
- Estrutura e dinâmica familiar;
- Estudos de casos.

Investimento Módulo 1: R$250,00
Início imediato à inscrição, sem necessidade de formar turmas.

Condições especiais
Valor
Cadastrados Chafic.com.br
R$ 125,00
Até 31/12/2008
R$ 195,00
A partir de janeiro/2009
R$ 250,00

Inclui envio de apostila, suporte e certificação modular 20h/a

Adquira agora mesmo o 1º módulo:

Efetue depósito ou transferência eletrônica para:

Chafic Adnan Jbeili
Banco do Brasil
Ag.: 3596-3 Conta corrente Nº 9689-X
Valor: R$125,00 (para membros cadastrados em Chafic.com.br)

Em seguida encaminhe todos os dados do depósito (data, agência, conta, numero do comprovante) para: chafic@chafic.com.br

O poder terapêutico e preventivo de um desabafo!

Chafic Jbeili

Quem já não “engoliu sapo”, ficou com o “ovo atravessado” ou um “nó na garganta”?

Todas estas expressões populares indicam algo que você ouviu, não gostou e na hora não pôde ou não teve como reagir, responder à altura. Bem que queria!

Quando isto acontece, a emoção fica bloqueada e emoções bloqueadas não se dissipam, mas permanecem latentes, vivas dentro de nós como algo indigesto, tal qual um sapo, um ovo atravessado ou mesmo um nó de corda.


Emoções mal elaboradas fazem mal para a mente e afetam o corpo, como é o caso da gastrite, das úlceras, das coceiras, das quedas de cabelos entre outros fenômenos psicossomáticos.

Adquira o hábito do desabafo. Fale de suas mágoas, de suas raivas, de suas indignações ou mesmo escreva, às vezes pode ter o mesmo efeito!


O cerne da cura para as neuroses está no desabafo, que Anna, paciente dos doutores Breuer e Freud denominou “limpeza de chaminé” e “cura pela palavra”. Posteriormente as analogias de Anna ganharam do pai da psicanálise o nome técnico de Catarse.


Não importa o nome: desabafo, cura pela palavra ou catarse. O importante é você falar ou escrever sobre aquilo que te incomoda. Escolha uma pessoa de sua confiança, leigo ou profissional, mas não deixe de falar do que tem te incomodado. Isto alivia as tensões e previne uma série de transtornos psíquicos, físicos e sociais.

Canalize suas energias para atividades que te relaxam e te confortam, tais como a leitura, a escrita ou a produção de algum acessório, artesanato, arte ou iguarias da culinária, por exemplo. O importante é manter a mente focada em algo produtivo e prazeroso.


Outra atividade de extrema importância e efeitos cientificamente comprovados é a oração. Falar com Deus acalma os nervos, restabelece os níveis de cortisol (hormônio do estresse) a patamares saudáveis, liberando endorfinas e aliviando o sistema imunológico.


Angústia acumulada é doença na certa. Põe pra fora o que te incomoda na mente e no coração. Fale com um amigo, com um psicólogo ou com Deus, mas fale. Se possível com os três e fique bem, muito bem!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Curso a distância: Leitura do desenho infantil


Para inscrever-se acesse: www.chafic.com.br

Abordagem: psicopedagógica e psicanalítica.

A quem se destina: Psicopedagogos, professores de educação infantil, psicólogos, psicanalistas, fonoaudiólogos e demais educadores.

Carga horária: 80h/a - totalmente a distância.

Investimento: R$145,00 (parcela única).

Inclui: Apostila, material de apoio, suporte, certificado e participação vitalícia no Grupo Virtual de Estudos sobre desenho infantil com biblioteca temática e fórum permanente.

Para inscrever-se acesse: www.chafic.com.br

Franquia: Psicólogos, psicopedagogos e pedagogos que quiserem ministrar este curso na modalidade presencial em sua cidade poderão adquirir licença anual (R$450,00) para utilizar na íntegra os materiais (apostila, slides, exercícios etc) e ter o seu nome/curso divulgado neste site.

Tópicos abordados:
- Teorias sobre o construto infantil
- Fases do desenho infantil
- Quadrantes da folha e seus significados
- Indícios de vestibulopatia nos desenhos
- Cores: o que elas podem indicar?
- Textura: energia e pressão no desenhar
- Formas: análise geométrica das figuras
- O desenho e avaliação psicopedagógica

Metodologia e materiais:

O cursista receberá apostila impressa em seu endereço, CD contendo pequena biblioteca temática, será inscrito no Grupo exclusivo para estudos permanentes, realizará coleta e leitura de três desenhos e receberá suporte por e-mail e chat.

Sistema de avaliação:
- Participação em Fórum virtual do Grupo de estudos
- Responder questionário ao final da apostila
- Realizar coleta e leitura de três desenhos conforme folha de rosto fornecida pela tutoria

Certificação: ABMP/DF Associação Brasileira de Medicina Psicossomática do Distrito Federal.

Para inscrever-se acesse: www.chafic.com.br

Aulas de arte desenvolvem memória e auto-estima das crianças

FLÁVIA MANTOVANI

da Folha de S.Paulo

Valentina Vandelli tem seis anos e adora fazer arte --com lápis, papel, tintas e caixas, muitas caixas. "Ela me pede que guarde todas as caixas de sapatos e as transforma em bonecos, casinha com divisórias... Desde pequena, ela é assim: inventa milhões de coisas, tem muita sensibilidade e criatividade", conta a mãe, a publicitária Fernanda Vandelli, 36.

Veja o especial Mães e Filhos

A menina tem aulas de educação artística na escola e, nas férias de julho, freqüentou uma escolinha de artes. Agora, na volta às aulas, a mãe quer matriculá-la em outro curso.

Eduardo Knapp/Folha Imagem
A garotinha Vitória Torolho, 2 anos, em aula de artes plásticas para crianças na escolinha infantil Lugar de Arte, em Barueri (SP)
A garotinha Vitória Torolho, 2 anos, em aula de artes plásticas para crianças na escolinha infantil Lugar de Arte, em Barueri (SP)

Fernanda diz que sempre leva suas duas filhas a exposições e incentiva o trabalho artístico com elas. "Acho fundamental para desenvolver a sensibilidade. As crianças de hoje esquecem o lado lúdico da vida, o prazer de trabalhar com as mãos."

De fato, especialistas afirmam que a arte tem um papel essencial na infância. "É um dos recursos que temos para pensar e agir sobre a realidade. É do ser humano fazer arte. É importantíssimo que a criança tenha esse contato desde cedo", diz Maria Christina Rizzi, coordenadora do ateliê de arte para crianças do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo).

Entre os benefícios listados por educadores, estão o desenvolvimento dos sensos crítico e estético, da criatividade, da curiosidade e da auto-estima.

E, segundo um estudo recente, os ganhos ultrapassam os domínios do meio artístico, ajudando em outros campos. Realizado pela Dana Foundation, instituição filantrópica americana dedicada a pesquisas sobre o cérebro, o projeto, chamado "Learning, Arts and the Brain" (aprendizado, arte e o cérebro), reuniu neurocientistas de universidades como Harvard e Stanford com o objetivo de descobrir por que o trabalho com arte tem sido associado a um melhor desempenho acadêmico.

Segundo os resultados preliminares, crianças motivadas para as artes desenvolvem habilidades de atenção e estratégias de memorização que ajudam em outras áreas.

O estudo mostrou que há ligações entre a prática de música e habilidades relacionadas às memórias de curto e de longo prazo, à representação geométrica e ao domínio da leitura. Sugeriu, ainda, que atuar em teatro melhora a memória e que a dança torna os alunos mais observadores.

"A arte é importantíssima para o desenvolvimento infantil, inclusive no aspecto cognitivo. A criança aprende melhor outras matérias: matemática, inglês, português, ciência", confirma a pós-doutora em arte-educação Ana Mae Barbosa, professora do mestrado em design da Universidade Anhembi Morumbi e única latino-americana que já presidiu a InSEA (sociedade internacional para a educação por meio da arte, na sigla em inglês).

Ela diz, porém, que é preciso tomar cuidado com a forma de trabalhar a arte. Não se trata, por exemplo, de mandar a criança preencher formas prontas. "Não adianta dar a ela um desenho do coelhinho para colorir. É preciso promover a inventividade, a descoberta, dar papéis grandes para que os limites sejam amplos."

E, nessas horas, o importante é deixar a criança livre para criar. "Ficar falando que ela deve fazer de um jeito ou do outro não tem sentido. O universo da arte é o da metáfora. Não tem certo e errado", diz Rizzi.

Apreciação

Eduardo Knapp/Folha Imagem
Andreas Oliveira, 2, na escola Lugar de Arte, em Barueri (SP); especialistas afirmam que arte tem papel essencial na infância
Andreas Oliveira, 2, na escola Lugar de Arte, em Barueri (SP); especialistas afirmam que arte tem papel essencial na infância

Mas não basta a criança pôr a mão na massa. É recomendável ir além da prática e falar sobre arte com ela. "O fazer deve ser associado à apreciação. Ainda mais com o atual bombardeio de imagens promovido pela internet, é preciso treinar o senso crítico para a leitura de imagens", diz Rejane Galvão Coutinho, professora do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Isso inclui, por exemplo, levar a criança a exposições e peças, mostrar obras feitas com um tipo de material e conversar sobre o sentido que ela dá ao que vê.

Lucília Franzini, coordenadora da escola infantil de artes Grão do Centro da Terra, conta que convida artistas para que compartilhem sua experiência com os alunos. "É importante partir de obras que já existem para que a criança amplie seu universo perceptivo e, a partir daí, crie do seu jeito."

Na escola, as aulas de artes visuais, música e teatro são integradas. "É muito rico. Há uma tendência a separar as linguagens, mas nossa vida não é fragmentada e a criança não pensa assim", diz Franzini.

Já no Atelier Arte Expressão da Escola Viva, as oficinas são separadas. A coordenadora, Leila Bohn, diz que está atenta à integração, mas "sem forçar a barra". "Deixamos as conexões acontecerem naturalmente. Por exemplo, uma turma de música compõe algo para outra de circo. Junções nesse sentido são bem-vindas, sem que precisem ocorrer a qualquer custo."

Para Coutinho, trabalhar de forma integrada é produtivo principalmente para crianças de seis, sete anos. "Depois, é natural que elas queiram se aprofundar em uma técnica."

Segundo Ana Mae Barbosa, o importante é que todas as áreas tenham o mesmo paradigma. "Não podemos ensinar música por um método em que cada criança fica sozinha no violino e pintura por outro totalmente integrativo, incoerente."

Música

Entre os estudos que listam os benefícios da educação artística, os que focam na música estão entre os mais numerosos. Às evidências relacionadas ao aproveitamento escolar, o compositor Hermelino Neder, educador musical na St. Nicholas School e no Colégio Vera Cruz, acrescenta outras conquistas que vê no dia-a-dia.

Segundo ele, por se tratar de uma atividade ritualística e ancorada no compasso, a música exige coordenação motora e desenvolve a capacidade de trabalhar em grupo. "Em uma classe que canta ou brinca de roda coletivamente, cria-se uma atmosfera de trabalho muito boa", afirma.

Ele diz ainda que a música ajuda os alunos menores a desenvolver a fala e a ampliar o vocabulário. "Ao cantarem e ouvirem várias vezes as mesmas palavras, eles se familiarizam com o padrão da língua, seja a sua, seja uma estrangeira."

Segundo Neder, enquanto na infância funciona bem trabalhar com atividades como canto e percussão corporal, adolescentes preferem se aprofundar em um instrumento.

Ana Mae Barbosa considera uma pena que muita gente interrompa o trabalho com arte na adolescência, em parte porque muitas escolas focam só no vestibular e vêem a atividade como supérflua. "O adolescente vive uma fase muito rica, de crise, de transformação. A arte pode ajudar a dar sentido ao que ele pensa e sente."

Para Christina de Luca, coordenadora pedagógica da escola Lugar de Arte, mesmo colégios para crianças menores acabam deixando a arte em segundo plano. "Mas acredito plenamente que vale a pena. Por meio da arte, a criança aprende a trabalhar melhor em sociedade, a ser curiosa, ganha auto-estima. Não é perda de tempo."

As idades da arte
As crianças passam por diferentes fases em relação ao desenvolvimento gráfico. Com as ressalvas de que nem todas elas vão de uma etapa para a outra na mesma época e de que fatores socioculturais também influenciam, conheça algumas características de cada fase.

Dos 2 aos 4 anos
A criança faz rabiscos desordenados, traços feitos ao acaso que se tornam, aos poucos, mais organizados. Sente muito prazer na atividade, ainda mais se tiver por perto um adulto interessado nos rabiscos

Dos 4 aos 7 anos
Começam as primeiras tentativas de representação. A criança aprende a desenhar esquemas de objetos aprendidos em sua cultura, dispostos desordenadamente no papel. Em geral, gosta de mostrar sua obra aos adultos e precisa de incentivo

Dos 7 aos 9 anos
A criança domina signos culturalmente compartilhados, como homem, casa, sol e árvore, e compõe cenas. É nessa fase que surge uma característica dos desenhos infantis: os objetos retratados são dispostos numa linha reta, na margem inferior do papel

Dos 9 aos 12 anos
Os desenhos passam a ser muito mais detalhados e menores. A criança se torna mais autocrítica em relação à sua produção, buscando representar a realidade. Entre os 11 e os 12 anos, passa a se preocupar com noções de proporção e profundidade

Fontes: "Desenvolvimento da Capacidade Criadora", de V. Lowenfeld e W. L. Brittain (ed. Mestre Jou); REJANE GALVÃO COUTINHO, professora do Instituto de Artes da Unesp

Colaborou JULLIANE SILVEIRA, da reportagem local.

Reportagem publicada no suplemento "Equilíbrio", da Folha de S.Paulo, em 7 de agosto de 2008.

www.chafic.com.br


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sobre o conceito de formação

Diferenças entre o que aprendemos e o que nos afeta como seres humanos
José Sergio Fonseca de carvalho

Em colunas anteriores, fiz inúmeras referências ao conceito de formação. Trata-se de uma noção central nos discursos educacionais, mas que de tão recorrente passou a padecer de uma 'anemia semântica'. Seu uso constante e indiscriminado - que o identifica de forma imediata com a transmissão de informações, o desenvolvimento de competências ou a difusão de conhecimentos - tem resultado na perda dos sentidos que historicamente lhe foram associados. Não que sua história seja progressiva e linear, como se entre sua formulação primeira na antiguidade e os sentidos contemporâneos houvesse só continuidade. Mas o reconhecimento de rupturas e transformações históricas num conceito não pode resultar no esvanecimento de seu campo de significação.

É claro que todo processo de formação implica alguma aprendizagem, mas com ela não se confunde. A aprendizagem indica simplesmente que alguém veio a saber algo que não sabia: uma informação, um conceito, uma capacidade. Mas não implica que esse 'algo novo' que se aprendeu nos transformou em um novo 'alguém'. E essa é uma característica forte do conceito de formação: uma aprendizagem só é formativa na medida em que opera transformações na constituição daquele que aprende. É como se o conceito de formação indicasse a forma pela qual nossas aprendizagens e experiências nos constituem como um ser singular no mundo.

Nem tudo que aprendemos - ou vivemos - deixa traços que nos formam como sujeitos. As notícias dos telejornais, o trânsito de todas as manhãs, as informações sobre o uso de um novo aparelho, uma técnica para não errar mais a crase: tudo isso pode ser vivido ou aprendido sem deixar traços, sem nos afetar. Uma experiência torna-se formativa por seu caráter afetivo; um livro que lemos, um filme a que assistimos ou uma bronca que tomamos ressoa em nosso interior, como a nota de um instrumento que, ao ser tocada, ressoa na corda de outro. Trata-se, pois, de um encontro entre um evento, um objeto da cultura e um sujeito que, ao se aproximar de algo que lhe era exterior, caminha em direção à constituição de sua própria vida interior.

Por ter esse caráter de encontro constitutivo, os resultados de uma experiência formativa são sempre imprevisíveis e incontroláveis. É relativamente simples saber se alguém aprendeu uma informação ou em que grau desenvolveu uma competência. Mas é impossível saber com precisão em que sentido e com qual intensidade a apreciação de uma obra de arte teve um papel formativo em alguém. Ao comentar o conflito potencial entre o recorrente desejo de controle da ação pedagógica e o caráter formativo da literatura, Antonio Candido ressaltou que a experiência literária representa uma poderosa força indiscriminada de iniciação na vida. Ela não corrompe nem edifica, mas por trazer livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver. Assim é uma experiência educativa com valor formativo. Um exercício de liberdade que exige do educador a responsabilidade pelas escolhas e a abdicação do controle sobre seus efeitos na formação de um sujeito.

José Sérgio Fonseca de Carvalho Doutor em filosofia da educação pela Feusp jsfc@editorasegmento.com.br

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

EMPRESAS DESPREPARADAS PARA O SUCESSO

EMPRESAS DESPREPARADAS PARA O SUCESSO

Crescimento definitivamente não é para qualquer empresa.

Segue alguns casos que aconteceram comigo e que justifica o título do meu artigo.

Em 2007 assinei a NET (TV, Internet e Telefone) por tanto eu era cliente “combo”, apelido que eles colocam quando você adquire vários produtos ao mesmo tempo, tipo sanduba do MC donalds, “escolha seu combo/oferta pelo número”.

Quisera que o atendimento também fosse estilo MC donalds, comprou, pagou, reclamou recebeu de volta.

Mas a realidade demonstra que essas empresas tipo a NET não se importam com o turn over de clientes externos, pouco ou nada fazem para reter e fidelizar os clientes.

Elas interessam pelo número de clientes adquiridos em um determinado período e enjaulam o cliente com sua burocracia tosca e irritante para o não cancelamento dos serviços ou troca dos produtos,o lema é – “preferimos irritar a solucionar”.

Fica claro que eu estou indignado com essa tal de NET TV e não poderia ser diferente e sem surpresa vejo que esse não é um “privilégio” apenas meu, diversos fóruns e paginas especializadas em reclamações de clientes revelam o despreparo dessa empresinha.

Ai vem a outra, após várias propagandas assistidas por mim muitas vezes obrigado dizendo que a “revolução” em atendimento e serviços prestados pela Brasil Telecom é pra valer, ligo para essa empresa para solicitar um “combo” fone e internet pois iria cancelar da NET, os atendentes totalmente despreparados, não conseguiram me vender nada, o “fale conosco” mentiroso via site dessa empresa também não respondeu as minhas perguntas, por telefone finaliza-se o castigo absoluto, meia hora e ninguém te responde.

Ou seja, trocar 6 por meia dúzia de nada adianta.

Vejo que não existe nenhuma empresa nesse segmento no Brasil disposta a mudar o estigma da missão dessas empresinhas, até da para ver na porta da sala dos executivos;

NOSSA MISSÃO: “Realizar sempre um péssimo atendimento e oferecer sempre péssimos serviços a qualquer hora do dia e da noite”.

NOSSA VISÃO: “Nos tornar a empresa que mais desrespeita os clientes e a que menos cumpre as leis impostas pela justiça do quintal Brasil”

Ao invés da empresa aproveitar a lacuna que a concorrente deixa devido ao precário e ridículo atendimento, ela simplesmente se une a concorrência contra o consumidor.

Incrível, gastam-se o máximo com executivos de vendas e mkt, com pesquisas de satisfação, com programas de qualidade e nada realizam para conquistar mercado, se quer uma empresa de telefonia, treina seus atendentes; Ridículo talvez seria a palavra?

E o pior, fica de camarote assistindo a incompetência da sua equipe no desenvolvimento de relações com clientes e de fechamento de vendas.

Mas justifica-se porque geralmente que comanda essas empresas e do tipo executivo fabricado (aquele que acaba de sair de um MBA muitas vezes comprado, fala inglês, espanhol, francês, japonês e alemão fluentes mas não sabe falar o idioma dos clientes, analfabeto em clientes, também no clube do whisky e em campos verdes de golfe não se ensinam o que é cliente, além do que, esses enlatados, executivos spam nunca foram pra rua ver as dificuldades da sua equipe e nunca ouviram diretamente uma reclamação de algum cliente).

Mas, os erros são deles - dos spams - ou de quem contrata? Bem, deixa isso para o conselho deliberativo que tem 40 pessoas - 39 delas moram no exterior e não conhecem o Brasil - resolver.

Enfim, estou sem telefone, sem TV a cabo sem internet porque não existe empresa verdadeiramente voltada para o clientelismo.

Conheço muitas e muitas pessoas que tem o mesmo problema que eu e as empresas não reconhecem essas falhas e criam estratégias mirabolantes engordando empresas de publicidades para atingir futuros clientes que irão em pouco tempo ficar indignados e inimigos, que paradoxo, “vamos fazer propaganda gastar 50 milhões em campanha publicitária para recuperar os tantos mil clientes que perdemos ano passado”.

Estou falando apenas de um setor, mas poderia citar aqui, concessionárias automotivas, empresas aéreas, restaurantes, hotéis, empresa de telefonia móvel, bancos, shoppings, etc.

Estou falando de duas grandes empresas - grandes nos tamanhos e medíocres nas atitudes -, mas existem pequenas e médias que se acham no direito de maltratar os clientes pois seguem o exemplo irresponsável das “gigantes”, e acham que pagar razoavelmente bem para um executivo estrategista é gastar dinheiro e gastar vários milhões para recuperar clientes é investimento inteligente.

Ou seja, algumas empresas crescem no Brasil mais por obrigação em seguir e acompanhar a onda do que pelos serviços e produtos oferecidos.

O que mais me assusta é que os órgãos competentes de fiscalização como o Procon, nada conseguem fazer contra o descaso aos clientes, as suas decisões de nada valem, ninguém e absolutamente nenhuma empresa ou pessoa, respeita o tal PROCON.

E assim é com Anatel, Anvisa, Ministérios, enfim, as empresas fazem o que querem no quintal Brasil e nós passivos por natureza aceitamos com braços cruzados e atitude zero.

Acorda Brasil, vamos nos unir para eliminar essas empresinhas do nosso dia a dia.

Acordam empresários, fazem o que tem que ser feito da melhor maneira, o Brasil será de quem respeitar os clientes, contratem pessoas certas e trabalhadoras e não enlatados que se abstém de suor e sacrifício.

Tem muita lacuna a ser preenchida, empresários mais atentos que contratam executivos de verdade e que tem o respeito ao cliente como balizador, terão muito sucesso e um crescimento vertiginoso.

Sou brasileiro e enganado sempre e não desisto nunca porque prefiro mudar de empresa a tentar fazer valer meus direitos que sei que nunca serão respeitados, porque uma justiça? que tira algema de ladrões, libera a eleição de políticos corruptos –desculpem o pleonasmo- e que não prende quem ganha acima de R$ 10.000,00 realmente essa justiça? não merece meu voto de confiança.

Ou seja, estamos a Deus dará aonde o vento nos entregar, prefiro ficar com a TV aberta, a internet da lan house e o orelhão do que penar para ter os serviços e produtos corretos que eu pago.

Falei que citaria alguns casos mas a NET em si poderia me valer um livro, só que não estou com paciência e nem quero ter esse nomezinho entranhado no meu subconsciente, quanto mais cedo eu esquecer dessa tal NET, mas rápido serei feliz.

E fiquem com DEUS, contem com ele, porque contar com os políticos, juízes e empresas medíocres, ninguém merece.

Samir Jbeili

sábado, 16 de agosto de 2008

Porque não falar de flores, beija-flor e pimenta?

Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

De:_________________________

Para:_______________________

As flores são doces, meigas, cheirosas, sensíveis e de uma beleza irresistível, por isso atraem de tudo! Moscas, vespas, borboletas, abelhas e até beija-flor, esse meninão carente, brincalhão, de asas esvoaçantes que se delicia e se lambuza no doce néctar com que lhe premiam as flores. Os insetos gostam do corpo da flor e a devoram. O beija-flor gosta de quem a flor é, e por isso não a devora, mas a faz sentir na alma sua carinhosa e picante presença. Os insetos exploram a superfície das flores, mas o beija-flor toca sensível o âmago de seu ser, e a faz sentir como ela é: uma linda flor e não comida de insetos.

O beija-flor se esforça em bater repetida e velozmente suas asas, pois sabe que o que a flor tem a lhe oferecer vale o esforço do vôo desgastante, arriscado, pois parado torna-se alvo dos algozes predadores. Mas o risco vale suas penas, tanto que o contumaz beija-flor sempre volta para receber o que as flores têm a lhe oferecer! Quão monótona e sem gosto seria a vida do beija-flor não fosse a doce existência das flores. E quão amargo o destino das flores se apenas servissem de alimento aos esfomeados insetos.

A flor completa o beija-flor e este a faz sentir viva, querida, amada, desejada e a mais bela das flores. Mas pobre da flor que tem sua peculiar beleza e apurada sensibilidade ignoradas, rejeitadas e até feridas pelas insalubres presenças dos insetos que machucam suas sedosas pétalas, maculam sua beleza, mancham o colorido e contaminam o perfume que são peculiares às flores.

As flores e o beija-flor se parecem em suas essências; na sensibilidade de um e de outro; na pureza de suas existências, na paixão que um nutre pelo outro; em seus gostos e em seus desgostos. E a cada novo desejo ela, a flor, exala cada vez mais forte o seu doce perfume como quem chama o beija-flor que a faz lembrar quem ela realmente é: uma linda e sedosa flor.

A pimenta é um condimento picante. A especiaria mais utilizada para temperar alimentos em todo mundo. Ela realça o paladar e faz da comida insossa um manjar memorável. Seu sabor ardente tem propriedades medicinais: funciona como analgésico natural e é muito indicada para dores de cabeça, além de favorecer a digestão e ser capaz de cicatrizar feridas. A pimenta é poderoso antioxidante e, por isso, rejuvenesce de um dia para o outro quem dela, ao menos um pouco, faz uso.

A pimenta é também símbolo de paixão e assim a vida deve ser temperada: com paixão! A paixão está para a vida, assim como a pimenta está para a comida e para quem dela, ao menos um pouco, faz uso. A paixão realça o sabor da vida ou do que quer que se faça com ela. A paixão, assim como a pimenta, tem o poder de cicatrizar as feridas e os desgostos vividos. A paixão sara o amor mal correspondido e reascende valores não reconhecidos. A paixão, assim como a pimenta é antioxidante e por isso rejuvenesce quem dela faz uso regularmente.

As flores e o beija-flor têm em suas relações os significantes da pimenta e, assim, confortam, acolhem e curam um ao outro com as propriedades medicinais que têm a pimenta e a paixão, amenizando dores, cicatrizando feridas e revitalizando-se mutuamente. Só a paixão é capaz de reaver nas flores as características de sua sublime existência e suscitar no beija-flor a coragem de um vôo obstinado.

Mas as flores não pertencem ao beija-flor e este não é o tempo todo das flores. Como pode alguém gostar e cuidar de quem não é seu? A verdade é que ninguém é de ninguém e amar é ter na felicidade do outro a sua própria felicidade. Quem ama não se ocupa em pertencer ao outro, assim, flores e beija-flor se amam em silêncio e se cuidam mutuamente como dois apaixonados que se gostam e por isso se presenteiam com a presença do outro. Cada um se revigora, se cura e se rejuvenesce na presença do outro. Então, porque falar de flores, beija-flor e pimenta, a não ser para lembrar-lhe que a vida deve ser vivida com paixão e que deves se apaixonar por quem é apaixonado por ti sem pretender possuí-lo(a) o tempo todo?

sábado, 28 de junho de 2008

Projeto prevê medidas para identificar a dislexia

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3040/08, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que obriga o Poder Executivo a implantar o Programa de Identificação e Tratamento da Dislexia na rede pública de ensino. O objetivo, segundo o autor, é permitir a detecção precoce e o acompanhamento dos estudantes com o distúrbio. De acordo com o texto, o governo deverá implantar o programa em no máximo 90 dias após a entrada em vigor da futura lei.

A dislexia é uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurológica e genética, caracterizada por dificuldades na leitura e na escrita. O portador tem problemas para decodificar automaticamente as palavras e realizar uma leitura fluente, correta e compreensiva, embora seu cérebro seja normal.

Segundo o deputado, pesquisadores acreditam que quanto mais cedo for diagnosticada a dislexia maior a chance de corrigir as falhas nas conexões cerebrais. "O distúrbio, se for tratado nos primeiros anos de vida, pode ser curado por completo", afirma.

Informação
Na opinião de Sandes Júnior, os professores precisam estar informados sobre os sintomas da dislexia, como desatenção e dispersão; dificuldade para copiar; problemas na coordenação motora fina; desorganização geral; dificuldades visuais e para manusear mapas, dicionários e listas telefônicas; e confusão entre direita e esquerda.

O texto determina que o programa deverá abranger a capacitação permanente dos educadores, para que tenham condições de identificar os sinais da dislexia e de outros distúrbios. O programa deverá contar com equipes multidisciplinares compostas, obrigatoriamente, por profissionais das áreas de psicologia, fonoaudiologia e psicopedagogia.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-3040/2008

Reportagem - Maria Neves
Edição - Paulo Cesar Santos


Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Burnout em professores: O Curso!

Prof. Chafic Jbeili acaba de fechar parceria com a Fundação Aprender (MG) e Portal Psicopedagogiaonline (SP) para ministrar curso à distância com o tema: Stress docente: A Síndrome de Burnout em professores - como identificar e prevenir.

Clique AQUI e confira os detalhes!

www.chafic.com.br


domingo, 22 de junho de 2008

Assista reportagem da Globo sobre Burnout

Olá!

A TV Globo divulgou dia 17 passado, pesquisa indicando que 15 em cada 100 professores da Região Centro-oeste sofrem Burnout.

Acesse www.sopensardf.blogspot.com e assista o vídeo da reportagem do Jornal Hoje na íntegra.

Querendo realizar palestra preventiva em sua Escola, me ligue pois estou com oito gratuidades para Escolas Públicas do Distrito Federal.

Abraços,

Chafic Jbeili

quinta-feira, 19 de junho de 2008

SOS Professor é alternativa européia para amenizar violência contra professores

Quatro em cada dez docentes que contactaram a Linha SOSProfessor, em funcionamento desde Setembro, admitiram ter sido vítimas de agressões físicas na escola ou nas suas imediações, segundo dados a que a agência Lusa teve acesso.

De acordo com a Associação Nacional de Professores (ANP), que promove a iniciativa, esta linha telefónica recebeu 128 contactos em cinco meses, dos quais 50 (39 por cento) relatando situações de agressão física.

As agressões físicas, isoladas ou registadas em simultâneo com situações de insultos e indisciplina, constituem, assim, as ocorrências mais denunciadas pelos docentes.

Na maioria dos episódios relatados, a agressão partiu dos alunos (37,2 por cento dos casos) ou dos encarregados de educação (21 por cento), uma realidade já verificada no primeiro balanço de actividade da linha, realizado em Novembro.

O recinto escolar foi o palco principal de violência e indisciplina, em 83,7 por cento dos casos relatados, sendo que 34,1 por cento das situações ocorreram mesmo em plena sala de aula.

A maior parte dos casos denunciados continua a ocorrer no 1º ciclo (antiga primária), que registou 31 por cento das ocorrências, seguindo-se o 2º e 3º ciclos (25,6 por cento) e o ensino secundário, com 15,5 por cento de denúncias.

Lisboa (36 por cento), Porto (28) e Setúbal (13) são os distritos onde se registaram mais casos, à semelhança do que já se verificava nos primeiros meses de actividade da linha telefónica.

«Fazendo uma análise do último relatório sobre a linha SOSProfessor verificamos que o número de situações comunicadas mantém o mesmo ritmo, considerando que houve interrupção das actividades lectivas no Natal e Carnaval, com a particularidade de surgirem situações em novos distritos, como Coimbra e Leiria, e nas regiões autónomas», explicou o presidente da ANP, João Grancho.

Do outro lado da linha, professores, psicólogos, juristas e especialistas em mediação de conflitos e mediação escolar constituem a equipa de técnicos que está acessível através do número 808.96.2006, todos os dias úteis, entre as 11:00 e as 12:30 e entre as 18:30 e as 20:00.

Esta linha confidencial, promovida em parceria com a Universidade Lusófona do Porto e com a Liberty Seguros, conta com um serviço de mensagens, estando ainda disponível um endereço de e-mail (sosprofessores@anprofessores.pt) para os docentes poderem expor os seus casos.

Segundo dados do Observatório da Segurança Escolar divulgados esta semana no Parlamento, no passado ano lectivo foram contabilizadas 390 agressões a professores nas escolas e arredores, o que dá uma média diária superior a dois casos, tendo em conta que há 180 dias de aulas por ano.

Os professores ingleses foram vítimas de 221 agressões nos estabelecimentos de ensino e imediações no ano lectivo 2005/06, pouco mais de metade das ocorrências registadas em Portugal, segundo um estudo divulgado no início de Fevereiro.

De acordo com dados da Comissão de Saúde e Segurança do Reino Unido, no passado ano lectivo registaram-se em Inglaterra 221 agressões contra docentes, menos 169 que as contabilizadas pelas escolas portuguesas no mesmo período.

Apesar das ocorrências registadas em Portugal serem superiores, o número de professores a leccionar no país é muito menor do que em Inglaterra, o que torna a diferença ainda mais notória.

Em Portugal há cerca de 150 mil docentes, enquanto nas escolas inglesas trabalham mais de 420 mil.

Segundo o mesmo estudo, citado pela BBC, a violência contra professores em Inglaterra aumentou cerca de 1/5 entre 2000 e 2006, uma tendência de crescimento também verificada nos estabelecimentos de ensino portugueses.

Em Portugal, em 2005/2006 registaram-se 390 agressões contra docentes nas escolas e suas imediações, o que dá uma média diária superior a dois casos, tendo em conta que há cerca de 180 dias de aulas por ano.

CRIME PÚBLICO - Em cada dia de aulas registam-se, em média, duas agressões a professores nas escolas portuguesas, uma realidade considerada «inaceitável» pela Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), que propõe que estas agressões sejam classificadas como crime público, noticia a Lusa.

Para combater esta realidade, a FNE propõe uma alteração legislativa que transforme estas agressões em crimes públicos, como já acontece no caso das agressões a agentes da autoridade e, mais recentemente, no caso da violência doméstica.

Tratando-se de um crime público, a abertura do processo é accionada pelo Ministério Público, logo que tenha conhecimento do caso, mesmo que a vítima não apresente queixa.

«Assim, evita-se que o professor receba represálias porque a apresentação da queixa não tem de ser feita por si. É uma medida que pode fazer com que seja corrigido o desrespeito pela autoridade do professor que neste momento vigora em Portugal», explicou à agência Lusa o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.

No entanto, João Dias da Silva adiantou à Lusa que, no final do ano passado, a FNE já apresentou informalmente esta reivindicação à ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que na altura não a acolheu.

A tipificação das agressões a docentes como crime público foi também defendida em 2002 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), um órgão consultivo do Ministério da Educação que congrega representantes dos pais, professores, partidos políticos, autarquias e estudantes.

Pesquisa da UnB indica burnout em 15% dos professores da Região Centro-oeste

15% dos docentes sofrem de esgotamento emocional

Pesquisa realizada pela UnB avaliou 8 mil professores
Fonte: Globo.com

17/06/2008 - 15:07 - Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) revela que 15 em cada 100 professores da rede pública básica sofrem de uma doença chamada Síndrome de burnout. O problema, que muita gente desconhece, provoca cansaço, esgotamento e falta de motivação.

A professora Marisa Cordeiro é um dos casos. Ela passou seis anos de sofrimento e os médicos não descobriam os motivos de sua exaustão e irritação. Até que um psiquiatra deu o diagnóstico: síndrome de burn out.

O problema afeta especialmente profissionais que no dia-a-dia cuidam de outras pessoas, como professores e médicos. “Dá uma sensação de inutilidade, mesmo que você se empenhe ao máximo”, define Marisa. Ela conta que o relacionamento com colegas e alunos mudou completamente: “As pessoas vão se afastando porque você está sempre estressado e irritado”.

O estudo foi realizado na região Centro-Oeste com mais de 8 mil professores. Foram identificados três sintomas:

- baixa realização profissional, que foi citada por 31,2% dos entrevistados;
- alto grau de esgotamento emocional, mencionado por quase 30%;
- distanciamento dos alunos, relatado por 14%.

Tudo isso tem efeitos diretos na sala de aula: o professor passa a ver os estudantes apenas de forma negativa e não se importa mais em entendê-los. As conseqüências são piores no ensino fundamental, quando o aprendizado dos alunos depende mais do professor.

“É como se o professor desistisse. Ele diz: ‘Olha, eu não dou mais conta, não contem com o meu envolvimento emocional’”, explica Nádia Leite, pesquisadora da UnB.

Nádia acredita que esse quadro se repita em todo o país e diz que, além de acompanhamento médico, esses professores precisam muito da ajuda da escola e, principalmente, da atenção dos alunos. “O professor é extremamente sensível à retribuição do aluno, qualquer pequena retribuição pode ser um elemento de salvação”.

--------------------------------------------------------------

Acesse www.chafic.com.br e baixe a cartilha ou assista o vídeo sobre burnout em professores.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Funcionários de escola estão mais perto da profissionalização


Projeto que garante a profissionalização dos funcionários de escola é aprovado na Câmara dos Deputados. Agora só falta o Senado e a sanção do Presidente Lula

Brasília, 12/06/08 - Falta pouco para o funcionário de escola conquistar uma reivindicação antiga. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o PL 6.206/2005, que reconhece na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), os funcionários de escola como profissionais da educação.

O projeto de autoria da senadora Fátima Cleide (PT-RO) terá que aguardar o prazo de cinco sessões e, se não houver nenhum recurso, segue para aprovação do Senado e depois à sanção do Presidente Lula.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, o projeto vai beneficiar pelo menos um milhão de funcionários que atuam nas escolas de ensino básico como educadores, mas que não são enquadrados como profissionais da educação.

De acordo com o PL 6.206/2005, passam a ser considerados profissionais da educação básica, os professores habilitados em nível médio ou superior em cursos reconhecidos de instituições credenciadas, para dar aula no ensino infantil, fundamental e médio; os pedagogos com habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas, em exercício na educação básica, e os que possui diploma de curso técnico ou tecnológico em área pedagógica ou afim - os funcionários de escola.

O Secretário Adjunto de Política Sindical da CNTE, José Carlos Bueno do Prado (SP), afirma que o projeto “abre uma discussão antiga de alterar a LDB para enquadrar os funcionários que estão fazendo curso superior e se qualificando para fazer carreira dentro da escola”. E a aprovação do PL 6.206, segundo ele, “será fundamental porque representa uma luta de mais de 10 anos da categoria”.

Na opinião do também Secretário Adjunto de Política Sindical da CNTE, José Valdivino de Moraes (PR), “a aprovação do projeto é imprescindível tendo em vista que o artigo 61 da LDB estende o conceito de profissionais que antes era só do Magistério.

Agora, com essa nova redação fica mais abrangente reconhecendo os funcionários de escolas profissionalizados”.

“Vem no rol de todo o processo de valorização e reconhecimento desses trabalhadores como também atuantes no sistema educacional das escolas”, acrescenta Moraes.

No Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Distrito Federal (SAE), a aprovação do projeto da senadora Fátima Cleide, na CCJ, foi recebida com euforia. O Secretário-geral do SAE, José Eudes Oliveira, diz que a matéria é uma questão muito importante para a categoria.

“No nosso entendimento a escola funciona com um tripé - tem os alunos, os professores e os funcionários - e, na medida em que os funcionários se habilitam para aumentar o conhecimento, passam a exercer a profissão com muito mais propriedade”, explica.

Já o Secretário de Finanças da SAE, Damião de Medeiros, acredita que os funcionários de escola começam a ocupar um lugar que sempre foi merecido.

“Quando você passa a ser uma categoria reconhecida e qualificada tem mais condições de prestar um melhor serviço à sociedade e de ter uma remuneração mais adequada à função exercida”, destaca Damião.

Para o coordenador Nacional do Departamento de Funcionários da CNTE (DEFE), João Alexandrino de Oliveira, “a expectativa com a aprovação do PL é de que os funcionários de escola também sejam contemplados, num futuro breve, no Piso Salarial Profissional Nacional, previsto no art. 206 da Constituição Federal, bem como nas diretrizes nacionais de carreira, outro tema que se encontra em análise no Congresso Nacional”.


Fonte: CNTE
Mais informações:
Leila Santos (61) 3964-8104
Ana Paula Messeder: (61) 9213-7282

terça-feira, 10 de junho de 2008

Psicopatas tendem a usar colegas para subir na carreira profissional

JOÃO PAULO MENDES

Estudo.
Investigação empírica relatada em livro

Prejudicam trabalhadores e utilizam-nos para progredir nas empresas

Um psicopata não criminoso tem, ao contrário dos que cometem acções punidas pela justiça, características que lhe permitem "uma rápida escalada de poder em algumas profissões", disse ao DN Catarina Iria, membro do Centro de Psicopedagogia da Universidade de Coimbra. "Prejudica os outros e utiliza-os em seu benefício para subir na empresa, eliminar a concorrência ou manter--se no poder por formas moralmente censuráveis, ainda que nunca chegue a cometer actos ilícitos", explicou esta especialista forense.

A cientista, que hoje lança o livro Psicopatas Criminosos e Não Criminosos: Uma Abordagem Neuropsicológica, em co-autoria com Fernando Barbosa, investigador do Laboratório de Psicofisiologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, considera, no entanto, que entre estes dois tipos de indivíduos há traços comuns de personalidade. Entre eles, a "deficiente capacidade empática, pobreza de afectos, egocentrismo, impulsividade e tendência para um comportamento anti-social".

"A tendência para um comportamento anti-social pode ser distinto do comportamento criminal, uma vez que o primeiro abrange desde a simples mentira até crimes graves punidos pelo processo penal", explicou Catarina Iria. A grande diferença, disse, " consiste no facto de os psicopatas criminosos terem sido sinalizados", ou seja, "descobertos pelo sistema judicial, e os psicopatas não criminosos nunca o terem sido". Contudo, frisou, "também nós não podemos garantir se, neste último caso, os psicopatas não criminosos não cometeram crimes ou simplesmente nunca foram descobertos, por conseguirem ludibriar a polícia".

"Felizmente, começam a surgir mais estudos sobre esta população de psicopatas ditos "bem sucedidos" e, no futuro, continuaremos a buscar um maior conhecimento acerca destas pessoas", afirmou. Aliás, os autores deste livro esperam que ele "auxilie na desmitificação de algumas ideias acerca dos psicopatas, nomeadamente as que consideram que todos estes indivíduos são inevitavelmente criminosos, quando a maioria deles nunca chega a sê-lo, com ou sem disfunções neuropsicológicas".

O livro que hoje será apresentado ma Universidade de Coimbra é dirigido sobretudo a profissionais forenses e, dado que nele se faz uma síntese dos critérios classificativos da psicopatia, assim como uma revisão do conhecimento científico sobre a psicobiologia desta perturbação, pode também ser utilizado como manual para estudantes da área criminal.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O desenho infantil


(Karina Kasper - Pedagoga)

Participe da oficina temática com Chafic Jbeili!


O homem, na história da humanidade, utilizou desenhos para registrar seus sentimentos, emoções, ideais religiosos, necessidades e ações, muito antes de usar símbolos para a escrita. Com a criança também ocorre este processo, primeiro ela desenha e só depois passa a escrever.


As pessoas tendem a expressar em seu desenho, de forma involuntária, uma visão de si mesmos, tal como são ou como gostariam de ser. Quando observa-se os desenhos de crianças, percebe-se a transmissão de aspectos que eles talvez jamais verbalizaram.


O desenho infantil expressa o mundo interno da criança, sua personalidade. Através dele, pode-se conhecer seus pensamentos, desejos, fantasias, medos e ansiedades. Pelo desenho constata-se como ela percebe e compreende o mundo, havendo a expressão de aspectos afetivos e cognitivos de sua personalidade. Além disso, pode-se através da análise do desenho, constatar o nível de maturidade intelectual da criança.


Ao desenhar, a criança exprime o que conhece de um objeto, a representação mental que ela tem construída dele no momento em que desenha. Cada desenho tem um significado pessoal, assim como sua expressão. Todo o símbolo analisado deve ser visto dentro do contexto da história pessoal do autor do desenho, pois pode ter um significado diferente para outra pessoa. Ao analisar-se vários desenhos de uma mesma criança ao longo de um período, é possível visualizar as mudanças que ocorrem e a conseqüente evolução do desenho.


Os temas mais freqüentes que aparecem tanto no desenho da criança Pré-Escolar, como na idade escolar são: a figura humana, a casa, as árvores, o sol, e outros aspectos da natureza. A escolha do tema estará vinculada ao interesse e necessidade de cada criança.


É possível analisar a evolução do desenho infantil a partir da idade cronológica e do desenvolvimento cognitivo. Em cada idade correspondente observamos características semelhantes. Essas características comuns sofrem uma evolução: há conquistas no desenho que necessariamente antecedem as outras.


Quando num desenho os braços de uma figura humana saem da cabeça e não do tronco, por exemplo, isso significa que a criança que o desenhou ainda não tem construído interiormente, em seu pensamento, o esquema corporal de uma figura humana. Isso não tem nada a ver com o fato de ela não estar enxergando bem, de estar com problemas na motricidade fina, ou de ainda não estar apta a desenhar com destreza. Desenhar figuras humanas possibilita à criança estruturar sua idéia sobre a figura humana. No mesmo sentido, quando as crianças escrevem letras e algarismos espelhados, representam o que têm construído sobre as relações espaciais; se direita e esquerda, em cima/em baixo, etc., não estiverem ainda integrados num todo em seu pensamento, o desenho ou a escrita refletirá necessariamente essa forma que ela tem de ver o mundo, e não aquela que a maioria dos adultos considera correta.


Não sendo tolhidas pelos adultos ou pela escola, as crianças terão enorme prazer em desenhar, representando por estudos e conquistas sucessivas, tudo o que existe no mundo.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Oficnica: Análise do desenho infantil em abordagem psicopedagógica

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos teve bom resultado ao utilizar desenhos para avaliar problemas psicológicos e emocionais de crianças de até 5 anos. Os cientistas deram questionários aos jovens, sugerindo problemas emocionais em outras crianças. Para responder, os jovens analisados precisavam marcar as alternativas com desenhos.

O estudo foi feito com 107 crianças e suas mães responderam aos mesmos questionários. Os pesquisadores perceberam diversos problemas como ansiedade, depressão e distúrbios de atenção, como a hiperatividade. Cerca de 15% a 20% das crianças analisadas apresentaram problemas emocionais e comportamentais.

Quando os pesquisadores compararam os resultados com um padrão de medição eles perceberam que as respostas das crianças eram um bom indicador de problemas potenciais. A conclusão do estudo é que os médicos podem e devem utilizar mais as próprias crianças para avaliarem os seus problemas emocionais.

Segundo a drª Beth Wildman, que participou do estudo, os médicos costumam passar menos de 15 minutos com uma criança, em média, o que impede um conhecimento mais profundo do seu comportamento. O estudo foi publicado na última edição do Archives of Family Medicine.

Serviço:
Faça sua pré-reserva no curso de análise de desenho em abordagem psicopedagógica.

Data: 08 de agosto de 2008
Carga horária: 15 horas
Horário: das 19:00 às 22:00 horas
Local: Centro Acadêmico IMPAR / Taguatinga – DF
Investimento: R$ 120,00 - Inclui certificado e material de apoio.
Pagamento em até 12X no cartão de crédito, exclusivo para mercado pago.

Facilitador: Chafic Jbeili - psicanalista e psicopedagogo
Com 10 anos de experiência, desenvolve palestras sobre educação, processos ensino-aprendizagem, família e saúde do professor. Promove vivências entre equipes técnicas e grupos de trabalho de diversas escolas. Presta consultoria e treinamento a professores, orientadores educacionais, gestores escolares e psicopedagogos que necessitam compreender a dinâmica de seus alunos ou clientes e proceder intervenções mais precisas e adequadas.

www.chafic.com.br

sábado, 31 de maio de 2008

MANIFESTO DE APOIO AO PROFESSOR VALÉRIO MARIANO

Não sei ao certo se o colega educador ainda deseja ser chamado de professor. Entretanto, expresso aqui meu apoio e solidariedade a Valério Mariano dos Santos, espancado por ex-aluno na porta da Escola onde trabalha (ou trabalhava).

Como palestrante sobre burnout em professores, destaco em minhas apresentações as ameaças e violência contra os educadores como um dos fatores deflagradores desta síndrome que acomete mais de 40% dos professores no Brasil e, segundo o coordenador do curso de psicologia da UnB, prof. Codo, tal síndrome representa “um risco que pode levar à falência da Educação”.

O prof. Valério é (ou era) professor de História da Escola Classe 04 de Ceilândia, cidade satélite de Brasília-DF. Formado em Direito, pensa em migrar de profissão depois do ocorrido. A atitude do professor Valério é a realização de uma vontade que assombra metade dos professores brasileiros, pelo menos.

Há cerca de trinta dias antes do ocorrido eu havia ministrado, na Escola Classe 06, palestra com o tema: Burnout em professores. A EC06 é vizinha da EC04 onde o professor foi agredido. A diretora e equipe técnica da Escola onde realizei a palestra estavam muito felizes, pois um ex-aluno estava em visita à escola para contar às suas ex-professoras que agora havia se tornado jogador de um time oficial de vôley. Muitas fotos e muitos motivos de orgulho demonstraram que nem tudo está perdido na Educação, mas é preciso que governantes, sindicatos e sociedade se unam em busca de melhorias na qualidade de vida dos educadores. Muito se tem feito, mas é preciso fazer mais, mais, mais. Cada vez mais. Muito mais!

Há anos atuo como professor e palestrante nas áreas de Educação e Saúde Mental. Sempre que realizo alguma palestra envio releases para revistas, jornais e TV do Distrito Federal, mas na maioria das vezes a imprensa prefere dar destaque a eventos mais urgentes do que anunciar palestras, é óbvio. Entretanto, o trabalho de conscientização, capacitação e formação continuada são como medidas profiláticas à essas dissonâncias que ocorrem entre educadores e educandos diariamente. Infelizmente, nosso trabalho acaba não alcançando a repercussão que deveria e o resultado disso é: Professores se fragilizam e adoecem enquanto delinqüentes são recebidos como heróis em suas gangues, coroados com a atenção que a mídia os oferece.

Outro agravante é a sensação de impunidade que reina perene. Autoridades irão avaliar a intensidade dos ferimentos para qualificar as lesões corporais. Contudo, a lesão que deveria ser avaliada é sobre a imagem institucional do professor, assim como acontece com a imagem institucional do presidente e de parlamentares que têm regalias à revelia.

Além de defender a pessoa do Valério Mariano, é preciso que nossas autoridades defendam o papel social e a imagem do professor brasileiro. Os agressores, irreverentes delinqüentes, devem ser punidos exemplarmente para refletirem muito bem antes de tentarem agredir o próximo professor. Sabe-se que as ameaças de alunos a professores em sala de aula são uma constante. As figuras representativas de nossa sociedade devem merecer atenção especial. Toda e qualquer agressão deve ser prevenida sempre, impedida quando possível e punida exemplarmente.

Manifesto, assim, o meu apoio e solidariedade ao professor Valério Mariano e assumo, ainda que ínfima, a minha parcela social de culpa por sua agressão. Posso lhe afirmar, professor Mariano, que intensificarei ainda mais o trabalho que venho realizando em prol da qualidade de vida dos professores do Distrito Federal e de todo o Brasil.

Explica a psicanálise de Sigmund Freud: A agressão às figuras e símbolos de autoridade é forte indício do deslocamento da agressão destinada aos progenitores do mesmo sexo do agressor. Tal impulso representa o resultado da obra caridosa e o acolhimento das autoridades complacentes com o crime contra a pessoa humana. O ataque às virtudes, à moral e aos bons costumes não é outra coisa, senão o ataque à educação e aos ensinamentos recebidos dos pais. É uma das diversas formas de o agressor atribuir aos seus educadores a culpa pelo fracasso, incompetência social e pequenez de alma que possuem. Não punir atos oriundos destas fontes é alimentar sentimentos desprezíveis e nutrir o agressor para revides cada vez maiores e mais bárbaros contra as figuras representativas de autoridade social.

Chafic Jbeili

Troca de bênçãos!

Depois de ministrar a disciplina "Administração Eclesiástica" para uma aplicada turma de Teologia do Centro Acadêmico IMPAR, tive o privilégio de descobrir que uma das alunas é cantora gospel da melhor qualidade!

No intervalo para o almoço a pastora, bacharelanda em teologia e cantora do Minsitério Ana Music ofereceu deliciosa galinhada aos seus colegas de turma.

No encerramento do encontro recebi das mãos da cantora Ana Maria um exemplar autografado de seu DVD "Senhor te Sirvo". Em agradecimento ofereci um exemplar de meu livro "Superando o desânimo" e a troca de bênçãos foi selada!

Agradeço a pastora pela generosidade do presente e reitero votos de sucesso e felicidades em sua brilhante carreira. Muito obrigado!

Serviço:
DVD "Senhor te Sirvo"
Ministério Ana Music
Contatos para shows: (61) 3377-8658 | 9234-6420
www.anamusic.com.br

quinta-feira, 29 de maio de 2008

As Crianças Pensam?

Freqüentemente nos dirigimos às crianças e exigimos que eles tenham atitudes de adulto. Não são raros os momentos que chamamos sua atenção dizendo coisas do tipo: “Pensa direito menino!”, ou “Presta atenção no que faz, parece que você está no mundo da lua!”.

Quando não fazemos isto, acabamos aceitando todo tipo comportamento que possam ter, com a desculpa que ainda são crianças, e que, portanto não é o momento de exigirmos deles atitudes maduras.

Uma terceira possibilidade tão danosa quanto as duas anteriores acontece quando dizemos: “Não faça isto”, ou ainda “Não fale isto, que é feio”, sem darmos as justificativas pertinentes.

Em todas as alternativas acima, privamos as crianças do que é mais caro aos adultos: O PENSAR.

O problema não reside em dizermos às crianças o que elas devem ou não fazer, mas em como fazemos para que elas entendam o que pode ser feito ou não, isto significa que temos que dar a elas a chance de construir suas hipóteses sobre as coisas. Assim, antes de dizermos: “Não faça isto”, devemos fazer com que ela justifique porque está fazendo aquilo, e o que significa para ela agir de determinada maneira. Nossa preocupação deve estar voltada, portanto, não exclusivamente para algo que a criança faça ou fale, mas antes para as motivações que ela julga imperiosas e para as justificativas que consegue elaborar.

Esta mudança de perspectiva obriga a nós, adultos, deixarmos de nos preocupar tanto com o que as crianças fazem, nos fixando mais nos procedimentos e nas construções mentais que elas elaboram para chegar ao que externalizam. Ou seja, é mais importante o que provoca certas atitudes e não a própria atitude em si.

Isto obriga os educadores (porque é cada vez mais raro encontrar pais preocupados em fomentar nos filhos um sólido processo reflexivo) a garantirem duas coisas fundamentais na educação infantil: primeiro, que as crianças possam refletir sobre sua ação, buscando dar significado e sentido a ela, preenchendo de conteúdos as atitudes que tem, que muitas vezes parecem não fazer muito sentido para ela, porque não conseguem pensar por si mesmas sobre tudo. Trocando em miúdos: decidir menos por elas, e acreditar que elas podem encarar certos desafios típicos de sua idade, e aprender com eles, sem que alguém precise decidir por elas.

Segundo, que as atitudes delas deixem de ter caráter meramente repetitivo, deixando de ser meras cópias do que fazem os dos adultos, passando a obedecer a um caráter auto-reflexivo, amparado nos conceitos que consiga formular. Ou melhor: nada mais aterrorizante que pais que ficam obrigando os filhos pequenos jogarem futebol e serem “machos”, as filhinhas ficarem rebolando na frente das visitas (humilhando a criança, constrangendo os amigos que se vêem obrigados a dizer: Que lindo! E expondo a pobreza de espírito dos pais).

A criança quando é freqüentemente solicitada a justificar seu comportamento, acaba percebendo que não podemos agir e dizer coisas sem sentido.

Isto não significa que a criança deve ser repreendida e acossada por conta de todo tipo de enganos que cometa, mas sim que devemos garantir que elas consigam aprendam com seus erros dentro de um processo sadio, fraterno, equilibrado e paciente; promovendo a auto-estima, o desejo de enfrentar e superar, ao invés de um espírito acuado e acovardado e culpado. A aprendizagem não significa o castigo (como sugerem as religiões cristãs), nem a permissividade, mas sim a busca do entendimento das armadilhas e enganos, das implicações, das alternativas e das conseqüências daquilo que elas fazem.

O nosso sistema educacional, e grande parte dos nossos professores, por acreditar que o pensar nas crianças não é consistente, e, portanto o que elas dizem não deve ser levado à sério, preferem ensinar tudo, como se elas não tivessem ao longo de suas vidas elaborado suas hipóteses sobre as coisas que já vivenciaram.

Os professores preferem ensinar, por exemplo, “A lei da gravidade”, aos seus alunos, e não resgatar deles suas explicações e sensações. Ensinamos, portanto conceitos acabados, histórias mortas, fórmulas áridas, coisas desinteressantes às crianças e com certeza aos adultos também.

Mas se a escola se parece mais com matadouro do que com a vitrine para o mundo, ela não faz isto porque maldosamente nos deseja com a consciência lesada, faz sim porque nós somos e preferimos ser assim. Percebam não afirmei: porque somos assim, pois isto tem caráter fatalista, disse por que PREFERIMOS SER ASSIM, fazemos a opção por não pensar, e achamos que as pessoas que nos cercam e as crianças incomodam menos quando não perguntam.

Os pais preferem ver seus filhos crescerem na frente da televisão, sem qualquer critério e sabor pela vida, os professores preferem ocupar-se dos conteúdos do ensino. O problema não está na TV (coisa do demônio, segundo os estúpidos, tal qual foi a luneta, a vacina) nem nos conteúdos, mas na maneira como pais e educadores se comportamos diante dela. Ela é fonte importante de informações, mas informação sem reflexão não faz sentido, só esclarece e doutrina.

Nossas crianças não merecem continuar a serem adestradas.

Educar implica em aprender e fazer, em fazer e pensar, em compreender e justificar, em dizer e construir, em buscar e discordar, em criar e destruir. Mas como ninguém consegue ensinar o que não aprendeu, o caminho ainda parece longo.

Nilson Santos
Professor de Filosofia e História da Educação/UNIR
E-mail: nilson@unir.br

83% dos alunos têm professor insatisfeito, afirma a Unesco

Matéria extraída do site www.psicopedagogiaonline.com.br

ANTÔNIO GOIS
da Folha de S.Paulo, no Rio

Os professores brasileiros, com exceção apenas de seus colegas uruguaios, são os mais insatisfeitos com seus salários, segundo um relatório divulgado ontem pela Unesco, no comparativo entre 11 países em desenvolvimento. No estudo, 83% dos alunos do ensino primário (equivalente, no caso brasileiro, aos quatro primeiros anos do ensino fundamental) estão em classes cujos docentes se declararam insatisfeitos com os salários.

O relatório também mostra, como já evidenciado em outros estudos da Unesco, que as taxas de repetência no ensino primário no Brasil destoam, e muito, das de outros países.

No Brasil, a repetência chega a 19% dos alunos no ensino primário, mais que o dobro da verificada no segundo país com maior percentual, o Peru, com 8,8%.

O estudo da Unesco, intitulado "Um Olhar para o Interior das Escolas Primárias", faz parte do programa WEI (sigla, em inglês, de Indicadores Mundiais de Educação), que monitora a educação em países em desenvolvimento.

Duplo emprego

Sobre o alto grau de insatisfação dos professores brasileiros com seus salários, o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, destaca outro dado do relatório, que mostra que o percentual de alunos cujos professores trabalham em mais de uma escola chega a 29% no Brasil, o maior entre todos os países analisados.

Não por acaso, os outros dois países com maiores percentuais nesse quesito são Argentina e Uruguai, onde igualmente o nível de insatisfação com o salário chega a mais de 80%. "Todo mundo que trabalha sabe que uma dupla jornada afeta o desempenho. Isso tem certamente impacto em sala de aula", diz Defourny.

A professora Sandra Aparecida Martins Ferreira, 38, concorda. Ela leciona tanto na rede estadual quanto municipal na zona leste de São Paulo. As nove horas e meia de trabalho diárias lhe rendem ao final do mês R$ 2.200.

"É muito pouco, considerando o desgaste que temos. Os alunos vêm cada vez mais com problemas familiares e nós não conseguimos desenvolver o que desejamos. É frustrante", diz Sandra, que dá aulas para estudantes de 1ª a 4ª séries.

Infra-estrutura

Na maioria das situações analisadas pelo estudo --como a infra-estrutura das escolas ou as condições de oferta do ensino- o Brasil se encontra perto da média dos países analisados --não foram analisados dados de países desenvolvidos.

Os brasileiros, por exemplo, não se mostraram tão insatisfeitos em relação ao número de alunos por turma, a participação dos pais de alunos na escola ou a oferta de material didático.
No caso do número de alunos por turma, por exemplo, 34% estudam em classes cujos professores demonstraram algum grau de insatisfação com a questão. A média no ensino primário brasileiro é de 27 crianças por sala de aula. A maior relação foi encontrada na Índia (51 por sala), e a menor, na Malásia (18 por sala).

Colaborou FÁBIO TAKAHASHI, da Folha de S.Paulo

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Registro de doenças mentais no trabalhador sobe mais de 1.324%, revela pesquisa inédita.

O INSS adotou uma nova metodologia para avaliar doenças laborais e os índices são alarmantes, como relata matéria publicada pela UnB.


O novo método, batizado de Nexo Técnico Epidemológico Previdenciário (Ntep) foi desenvolvido por um acadêmico do doutorado e modifica a forma como as doenças laborais são notificadas. As doenças já existiam, mas não eram registradas como deveriam. Entretanto, a surpresa foi o alto índice dessa diferença.


As lesões somavam 91.680 casos em 2006 e, depois da utilização do novo método esse número saltou para 131.517 em apenas um ano. O aumento mais significante ficou com as doenças relacionadas aos transtornos mentais como estresse, depressão, burnout, entre outros. De acordo com a matéria, em 2006 registrou-se apenas 488 casos contra 6.950 em 2007 representando um índice de 1.324% de aumento, conforme demonstra o quadro a seguir:


2006 2007 Variação
Trabalhadores registrados empregados 27.088.114 29.720.306 9,7%
Benefícios de auxílio doença por acidente de trabalho 112.668 231.288 106%
Benefícios de auxílio doença previdenciário (não relacionado ao trabalho) 1.578.144 993.178 -37%
Total de afastamentos de trabalhadores registrados 1.690.812 1.224.466 -28%
Registro de lesões 91.680 131.517 43%
Registro de doenças osteomusculares 7.880 78.229 893%
Registros de doenças mentais 488 6.950 1.324%

* Nas estatísticas acima só entraram os trabalhadores com carteira assinada. Ou seja, empregados.


Os casos em que se percebe diminuição na variação, como por exemplo no ítem "total de afastamento de trabalhadores registrados", isso se deve ao fato de o trabalhador temer pela perda do emprego, pois, ato comum, a maioria das vezes em que o trabalhador retorna de uma licença por acidente de trabalho, normalmente é demitido.


Os números indicam proporcionalmente os cuidados que se deve ter com a saúde do trabalhador. Mesmo não tendo sido citado diretamente, o burnout enquanto transtorno mental do trabalhador, presume-se que tão logo haja critérios oficiais de registro da síndrome, números alarmantes podem ser revelados. Enquanto isso, vale o bom senso e a boa vontade de profissionais da Educação e da Sáúde na tentativa de alertar e amenizar os efeitos do burnout.


Chafic Jbeili
Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB.

15% dos professores da Região Centro-oeste sofrem de Burnout

Cartilha sobre burnout. Distribua!

Vídeo sobre burnout em professores (5 minutos!)