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sábado, 29 de março de 2008

A mulher e a ação do stress

Nos últimos anos, nota-se que a mulher ganhou importância maior do que normalmente lhe era atribuída. Embora, num primeiro momento, ela tenha obtido ganhos que lhe deram capacidade de produzir intelectualmente, de participar, de decidir e de escolher, ela também teve um preço a pagar.

Fontes de Stress:
Dedicar-se mais ao trabalho ou aos filhos; viver o lado profissional mais como uma obrigação e meio de sobrevivência, ressentindo-se da falta de tempo para si mesma e da relação com os filhos; o condicionamento cultural e social; a sua fisiologia e as mudanças que ocorrem em sua vida como a mudança de estado civil acarretando profundas alterações colaboram sobremaneira para que as mulheres possam ficar sujeitas a stress de longa duração. Algumas enfrentam o stress com um padrão de personalidade que inclui realização competitiva; esforço; impaciência; agressão; pressa; controle e hostilidade. Essas personalidades são definidas como Tipo A e reportaram níveis mais altos de stress.

Sintomas:
Quando a mulher se encontra em situação de stress, uma série de sintomas psicológicos ou físicos podem aparecer: sentir-se tensa; sentir-se irritada ou zangada; pressionada ou ansiosa; sentir vontade de se esconder e fugir de todos; sentir-se triste ou deprimida; dificuldade de concentração; dificuldades para falar; tornar-se predisposta a acidentes; perder o interesse por sexo; adotar comportamentos de má adaptação, tais como fumar, aumento do consumo de álcool ou tóxicos ou comer demais ou perda do apetite. Entre os sintomas físicos mais mencionados por mulheres estressadas estão: sensação de tontura ou fraqueza; dores de cabeça incluindo enxaqueca; ranger de dentes; transpiração excessiva; necessidade urgente de urinar; dor ou tensão no pescoço; palpitações cardíacas; dores de estômago; diarréias; prisão de ventre; náuseas; problemas dermatológicos; tiques; tremores das mãos; irregularidades menstruais; roer as unhas e morder os lábios.

Conseqüências:
No trabalho, sob um longo período de stress, aparecem os problemas pessoais e interpessoais: menos eficiência; atrasos e faltas são mais freqüentes; conflitos ou irritabilidade com colegas; crescente dificuldade de raciocínio e sensação de incapacidade.
No lar, o stress pode ser expresso no conflito com os filhos e parceiro: queixam-se de que ela se tornou impaciente; se tornou mais sensível ao barulho e as atividades das crianças; grita e bate nelas com mais freqüência; fica distante ou queixosa com o parceiro e aumentam os conflitos entre o casal.
O stress prolongado pode levar a mulher a desenvolver ou agravar doenças como a hipertensão, úlceras, distúrbios adicionais intermediados pelo stress como a infertilidade, a tensão pré-menstrual e a ansiedade.
Outros distúrbios associados ao stress relatados mais freqüentemente pelas mulheres incluem: anorexia; bulimia; ansiedade e depressão. Muitas doenças relacionadas ao stress são predominantes nas mulheres: a síndrome do cólon irritável; o prolapso da válvula mitral e a síndrome da articulação temporomandibular, entre outras.

Prevenção:
Identificar os sinais do stress, as fontes de stress com as quais estão interagindo e desenvolver estratégias positivas de enfrentamento são passos importantes para enfrentar o stress. Para tanto, programas de controle do stress específicos para mulheres devem incluir o aprendizado sobre stress feminino, o conflito do exercício dos múltiplos papeis, habilidades de relacionamento com os filhos e o companheiro, controle da ansiedade e desenvolvimento de redes pessoais e suporte social. Pesquisas nesse sentido demonstram que quando submetidas a programas de treino de controle do stress adaptado para atender as suas dificuldades ocorrem mudanças significativas, favorecendo uma melhor qualidade de vida para si mesmas e para suas famílias.

Maria do Sacramento Tanganelli
e Daniela Yaquinta Cipriano

fonte: www.apoiar.org.br

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