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terça-feira, 25 de agosto de 2009

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Desenhos ajudam identificar casos de abuso e violência infantil

Aumenta número de casos de violência sexual contra jovens

Um levantamento da secretaria de Saúde de SP mostra que dos casos de violência atendidos em serviços públicos, 38% são contra crianças e adolescentes. A violência sexual representa 30% dos casos.

Patrícia Taufer - São Paulo para o Jornal Hoje da Rede Globo.
Assita a reportagem em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1107936-7823-AUMENTA+NUMERO+DE+CASOS+DE+VIOLENCIA+SEXUAL+CONTRA+JOVENS,00.html

Na maioria das vezes o menor não conta pra ninguém que está sendo vítima. Mas é possível descobrir que alguma coisa está errada analisando o comportamento, as brincadeiras e os desenhos das crianças.

Nem sol nem casinha. Os desenhos aqui, feitos por meninas de oito a doze anos, vítimas de violência sexual dão uma idéia do que se passa na cabeça delas.

A garota de 12 anos vê o mundo sem cor depois da violência que sofreu de um pedreiro que estava trabalhando na casa da família.

Outra menina, também de 12 anos desenhou o padrasto que abusou dela num túmulo.

Nesse outro, a criança de oito anos, violentada pelo marido da avó faz a própria justiça. O agressor, atrás das grades. Ela feliz. E um comentário: bem feito!

Médicas e psicólogas que trabalham num hospital, referência no atendimento à vítima de violência, dizem que muitas vezes a criança fica em silêncio porque tem medo do agressor.

“Muitas vezes ele fala que se ela contar para alguém, ele vai matar a mãe, a mãe é o que esta criança tem de mais especial, de mais importante em sua vida, e aí isso faz com que ela se cale e não conte para ninguém”, comenta Daniela Pedroso, psicóloga do Serviço de Violência Sexual.

Nem sempre as crianças conseguem desenhar. Falar então, é ainda mais difícil, mas segundo especialistas, elas sempre dão algum sinal de que algo não vai bem. Mudam o comportamento e é aí que os pais precisam ficar mais atentos.

A criança fica agressiva. Passa a maltratar animais, destruir brinquedos. Vai mal na escola e mostra que tem medo de ficar sozinha com adulto. Além disso, tem atitudes regressivas: volta a fazer xixi na cama, pede mamadeira, quer dormir com os pais.

Foram esses sinais que despertaram a atenção de uma mãe. Um vizinho chamou o filho dela, de 10 anos para dar uma pipa e abusou dele no banheiro. O menino parou de comer, não brinca mais, tem medo de tudo.

“Ele não entra no banheiro sozinho, tenho que dar banho, ele já é uma criança de 10 anos, tenho que por a roupa, então ele precisa de ajuda!”, diz a mãe.

Não há dúvida de que ele precisa de ajuda e a primeira coisa a fazer é procurar um acompanhamento médico. Os psicólogos afirmam que mesmo depois de viver um trauma como esse, a criança que recebe tratamento pode voltar a ter uma vida normal.

Fonte: Jornal Hoje, edição do dia 20/08/2009

15% dos professores da Região Centro-oeste sofrem de Burnout

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