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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Curso: Genograma Familiar em Psicopedagogia

Prezado(a) amigo(a), como vai?

Atendendo a inúmeros pedidos de minhas alunas do curso de psicopedagogia, lancei no site Chafic.com.br o curso: Genograma Familiar em Psicopedagogia.

O Genograma é um excelente recurso gráfico para se ter um panorama geral da situação familiar de nossos educandos em processo avaliativo. E, neste curso, quem se inscrever aprenderá elaborar o Genograma e fazer sua interpretação, enriquecendo o processo investigatório das dificuldades de aprendizagem.

As matrículas estão abertas e o início é em até 48horas após a inscrição. Veja mais detalhes deste curso em: http://cursoschafic.com/genograma.html

Abraços,
Chafic
--
Chafic Jbeili - chafic@chafic.com.br
Psicanalista e psicopedagogo
Presidente Sopensar - sopensardf.blogspot.com
Diretor-executivo ABMP/DF - www.abmpdf.com
CRPA-06/03-04 | CRT-35063

Chafic.com.br
Suporte e formação continuada para educadores
(61)3377-9175 | (61)8490-3648
Brasília-DF | Brasil

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Antes de imprimir qualquer documento, tenha certeza de que seja
realmente necessário, assim você pensa no meio ambiente e
diminui o impacto de suas ações sobre ele.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A valorização do tudo-sei pela repressão do não-saber.

Chafic Jbeili (24/11/2008)

"Tudo que sei, é que nada sei". Com esta afirmativa, Sócrates foi tido como falso-modesto. Suas explicações sobre a vida, o céu e a Terra; e tudo que havia entre estes não condizia com o nada-sei socrático. O sábio filósofo, entretanto, não fazia esta afirmativa em cima do que estava cônscio saber, muito menos sobre um saber natural, mas daquilo que ele sabia não saber.

Quando Sócrates recebeu do oráculo, o título de homem mais sábio de sua época resolveu averiguar se era realmente merecedor deste título. Se ele fez isto por puro narcisismo, por baixa auto-estima ou por mera curiosidade, não importa, a verdade é que, o jovem foi a campo pôr à prova o mérito recebido:

Sócrates arguiu os célebres sofistas, os ecléticos políticos, os eloqüentes poetas e até os habilidosos artesãos. Todos não souberam explicar o que aparentavam dominar, era um domínio artificial ou natural e espontâneo. Foi então que Sócrates chegou à conclusão que, é mais sábio o homem que tem consciência daquilo que não sabe, do que aquele que julga ser sabedor de alguma coisa.

Quantas pessoas não se enaltecem por causa de um dom ou habilidade como se tivessem plena consciência daquilo que fazem sem saber explicar como souberam fazê-lo? Afirmam-se no suposto saber e não admitem estarem equivocados ou ter necessidade de saber mais. Não dão o braço a torcer! Sustentam suas idéias e opiniões até o último momento e depois dizem que o problema está no receptor e não no transmissor ou na própria mensagem.

É na infância que o "não sei" começa ser reprimido pela negligência e impaciência dos pais aos "porquês" dos filhos. Na verdade, não é a curiosidade do filho que incomoda, mas a situação de ter o não-saber parental sendo provocado, revolvido eu diria.

É na escola que esta repressão ganha respaldo científico, pela valorização do "tudo sei". A cultura da prova e da avaliação quantitativa conduz a este pensar pouco construtivista. Aos debilitados, desatentos, desprivilegiados de memória, resta a infame "cola" escolar, semente do plágio acadêmico na universidade que se transformará na árvore da falsidade ideológica.

Quão mal pode fazer ao ego imaturo admitir a própria ignorância, o próprio não-saber? Valorizar o não-saber ao invés de se gabar de um saber natural ou de uma boa memória é uma demonstração de sabedoria e não de incompetência.

Por quê exatamente algumas pessoas temem dizer "eu não sei"? Medo de serem reprovadas nos testes? Ridicularizadas? Rejeitadas? Desrespeitadas? Eu, Chafic, realmente não sei.

É incrível como as pessoas elaboram respostas e manipulam palavras com a habilidade de um orador, político, poeta ou de um artesão na vã tentativa de tentar explicar o inexplicável ou aquilo que não se sabe ou, ao menos, mal consegue admitir não saber. O conselho oriental adverte: "Aquele que não sabe e não sabe que não sabe, ignora-o. Aquele que não sabe e sabe que não sabe, ensina-o. Aquele que sabe e sabe que sabe, siga-o!".

A melhor e mais sábia resposta ante um eventual não-saber é sempre um simples "eu não sei"; não como falsa modéstia, mas como expressão da verdade, naquele momento – E a verdade com amor, é sempre a expressão de respeito para com o outro – Reaprenda dizer "eu não sei"; em respeito ao outro, em respeito a você mesma e, experimente o poder do não-saber!

Como você vai fazer isso? Eu realmente não sei! Simplesmente experimente não ter que demonstrar saber tudo, inclusive o que julga saber.

Chafic Jbeili - www.chafic.com.br
chafic@chafic.com.br
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Como permanecer casada para sempre!

Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Zezé di Camargo brincou em público dizendo que “casamento deveria ter prazo de validade” e sugeriu dez anos. Evocando a teoria da relatividade, Vinícius de Moraes cantou sobre o amor: “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure...”.

Em primeiro lugar, quero dizer que não é qualquer relacionamento que se pode desejar manter para sempre. É preciso que tanto a situação quanto a pessoa devam ser realmente especiais ou pelo menos suportáveis, em um estado mínimo de harmonia, do contrário não valerá a pena eternizá-los, não é mesmo? Quem quer viver para sempre em uma situação de desrespeito e violência? Este é o limite máximo para o ponto de ruptura. Se não há abuso psicológico ou violência física, então há esperança para promover e ampliar a harmonia! O resto a gente dá um jeito e a primeira providência é fazer as pazes com o fator mudança e investir nas expectativas.

Aceite as mudanças para que haja expectativa de convivência consensual. O que esperava acontecesse com o príncipe que você conheceu e fez juras de amor eterno? Ele não é o mesmo e você também não é. Vocês mudaram! Estas mudanças, em geral, é que fazem os relacionamentos desandarem, pois as pessoas estão sempre dizendo “você não é mais o mesmo...” e perguntam: “Cadê aquela pessoa maravilhosa que eu conheci há tantos anos atrás?”. Era só tipo? A gatinha virou baleia, e o cavalheiro agora é um grosso estúpido e insensível?

Acontece que as pessoas mudam o tempo todo. Umas para melhor, outras para pior, mas ninguém permanece do mesmo tamanho, com o mesmo peso, aparência ou comportamento sempre. Algumas pessoas mudam mais em determinadas áreas da vida, outras menos. Há ainda aquelas que mudaram para pior e ficaram estagnadas a espera de sei lá o quê. Contudo, a verdade é que nem todo mundo permanece do mesmo jeitinho sempre e, como bem disse o filósofo Grego Heráclito: “A única constante na vida é a mudança”.

Não exija de si, nem de seu parceiro a permanência ou retorno a um estado ideal anterior, pois se isto é impossível aos mortos, imagine para os que estão vivos e pulsantes, com o sangue correndo pelas veias? Também não exija ou espere mudanças abruptas e instantâneas. Ainda não inventaram o homem-miojo, que fica pronto em três minutos! Cada um tem o seu ritmo idiossincrático.

Procure não se estressar por causa das inevitáveis mudanças, pois esta realidade com cara de problema, se reciclada com um pouquinho de sua habilidade feminina pode revolucionar seu casamento! É preciso fazer com o relacionamento mais ou menos como se faz para reaproveitar o arroz velho de ontem que virou o delicioso bolinho de hoje! Nova forma, novo tempero, nova textura! Ou quem sabe como aquela calça jeans desbotada e ultrapassada que depois de algumas manobras vira a jaqueta da hora!

Vai por mim, não tente mudar as pessoas, mas os momentos que vive com elas. Não há homem que resista ao charme de uma mulher criativa, compassiva e romântica. Esta habilidade nas mulheres de conseguir transformar coisas velhas e ultrapassadas em coisas novas e atraentes pode ser o caminho!
Renovação é a palavra chave aqui. Renovar não apenas as juras de amor ou a lua de mel; as roupas interiores; os locais que freqüentam juntos; mas, mudar de casa ou pelo menos os móveis da casa, mesmo que apenas de lugar se não puder comprar novos; renove (quase) tudo como faria se tivesse terminado o relacionamento e começado uma nova vida.

Desfaça das coisas sem maior importância e adquira coisas novas como se tivesse acabado de casar novamente e viva novos momentos. Faça as mesmas coisas de formas diferentes! Talvez este seja o segredo de se permanecer casada para sempre, sem os inconvenientes da mesmice cotidiana. Com raríssimas exceções e alguns casos bem especiais em que a separação é inevitável e até necessária, na maioria das vezes mudar de parceiro é variar de enigma. Também não é bom que fique só. A solidão é comprovadamente degenerativa.

Considere recomeçar novos momentos com o mesmo parceiro! Pense nisto! Seus filhos ou quem sabe até netos, adorarão assistir o seu (re)casamento ao vivo e freqüentar uma nova casa. Programe uma nova cerimônia de renovação dos votos. Faça isto a cada um, cinco ou dez anos, mas faça sempre, pois como seres humanos a renovação é prerrogativa de vida.

Para permanecer casada para sempre é preciso renovar o relacionamento o tempo todo. Retirar as acusações e cobranças. Injetar o que cada um precisa do outro. A mulher oferecer reconhecimento naquilo que o homem tem feito (mesmo que no momento seja insuficiente) e o homem injetar segurança e proteção para a mulher (mesmo que ela não precise). Não há nada que subsista em bom estado sem manutenção e renovação constantes. Do corpo às máquinas, das casas à natureza, tudo precisa ser renovado em ritmos e tempos particulares.

É a constante renovação das células, dos óvulos, das idéias, do esmalte, da escovinha, dos projetos de vida, do conhecimento, do jeitinho de falar e agir, entre outras fantásticas e infinitas particularidades da vida feminina que podem assegurar ou comprometer a longevidade dos relacionamentos. Não que a mulher seja a única responsável pela duração do casamento, longe disto, mas tenho razões para crer que a renovação da mulher provoca a renovação nos homens e da sociedade de modo geral. Alguém precisa chamar esta responsabilidade para si. E se o outro não faz ou não compartilha, então que seja você a primeira a dar um passo em busca daquilo que acredita e deseja para sua vida.

70% dos divórcios são pedidos pelas mulheres. As indústrias imobiliária, automobilística, estética, educacional e outras tantas, além do setor público judiciário já descobriram a interferência das mulheres na decisão familiar. Os milenares escritos sagrados defendem há séculos: A mulher é o baluarte (coluna de sustentação) do homem! Você ainda duvida da genuína força nas mulheres?

Separei outros dois textos interessantes sobre relacionamentos na sessão downloads em meu site www.chafic.com.br: 20 conselhos para um casamento feliz e o outro artigo é um famoso texto publicado na Revista Veja em 2005, intitulado “O Segredo do Casamento” de autoria do consultor por Harvard e articulista da Revista Veja, Stephen Kanitz.

Vale a pena conferir!

E você, que tema gostaria sugerir para o texto da próxima segunda-feira?

Abraços,

Chafic

A genuína força nas mulheres

Chafic Jbeili - www.chafic.com.br

É incrível como as mulheres superam suas dificuldades e desafios de forma mais engendrada, silenciosa, produtiva, eficaz e duradoura do que os homens. E olha que não sou feminista nem machista, sou realista!

Há algum tempo eu ouvi dizer que nenhum homem suportaria vivo a dor de um parto. Esta afirmação me deixou curioso e fui pesquisar um pouco mais sobre a extraordinária força que há nas mulheres. Descobri muitas coisas interessantes que só me deixaram ainda mais fascinado por elas.

Eu já sabia que as mulheres têm mais neurônios do que os homens e talvez isto explique algumas coisas fantásticas no gênero feminino como, por exemplo, sua inteligência social, o sexto sentido, a sensibilidade aflorada e a grandeza humana, muitas vezes tão pouco explorados pelas mais jovens.

Eu li que se o mundo fosse governado por mulheres talvez não houvesse guerra, pois uma mulher não mandaria seus filhos para o campo de batalha e o mundo seria bem melhor para se viver. Elas argumentariam e fechariam grandes acordos, como as líderes mundiais da atualidade têm feito no âmbito governamental, militar, setor privado e ONG’s.

Assisti no Discovery Chanel que um dos maiores Faraós que o Egito conheceu por sua exímia administração de recursos, realização de grandes obras e gestão de pessoas era uma mulher.

Eu assisti um filme de faroeste onde o Xerife visitava uma velha amiga que estava enferma havia alguns meses e ele ficou perplexo ao ver a casa com as plantas mal cuidadas, poeira nos móveis, teias de aranha pelos cantos e tapetes sujos. Então ele soltou uma pérola: “Quando uma mulher adoece, sua casa adoece junto”, demonstrando assim como a salubridade e a manutenção da vida são íntimos ao gênero feminino e quão dependente nós homens somos delas.

Participei de uma tese em Teologia defendendo a importância da mulher para o crescimento da Igreja cristã e do cristianismo de um modo geral. A conclusão foi que se não fosse pelas mulheres da Bíblia tais como Lídia, Marta, Maria mãe de Jesus, Maria Madalena, entre outras tantas que sustentavam e zelavam por Jesus e pelos evangelistas, além de abrirem suas casas para acolher os novos convertidos nos cultos domésticos, dificilmente a Igreja cristã teria atravessado vinte séculos e se tornado uma das maiores religiões do planeta.

A Bíblia diz que na mulher reside o poder de edificar ou destruir o lar quando afirma no livro de Provérbios que “a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as próprias mãos”.

A história nos conta que as revoluções empreendidas por mulheres sempre foram mais produtivas e proveitosas para toda a humanidade do que as revoluções empreendidas pelos homens, que geralmente acabavam em atrocidades e destruições irreparáveis e grandes prejuízos humanitários e econômicos.

Observando algumas crianças brincando não é difícil perceber que o grupo das meninas está cuidando de seus bebês e preparando o alimento, enquanto os garotos disputam quem tem a espada mais poderosa, o carro mais veloz ou quem cospe mais longe. Quem você pensa ter mais futuro em um Estado democrático de sistema capitalista? Quem tem espírito cooperativo nato como as meninas ou quem tem espírito competitivo e territorial como os meninos? Quem sabe lidar com pessoas e aprendeu administrar conflitos ou quem corre mais e sabe cuspir mais longe? Não tenho medo de afirmar que à mulher pertence o futuro.

Lembrei-me da história de Mary Silver (1946) contada por Bonney Sheperd: Mary foi ameaçada de morte pelo marido alcoólatra e privada de ver seus quatro filhos caso voltasse a entrar na casa onde viveu aterrorizada por aproximadamente oito anos. Seu esposo disse que mataria os filhos um a um em cada tentativa de retorno dela. Mary que equivocadamente se achava fraca e impotente decidiu ir embora apenas com a roupa do corpo para não ver seus filhos mortos. Dotada de habilidades matemáticas tornou-se contadora de uma grande empresa. Tempos depois comprou uma casa e retomou a guarda de seus filhos, tornado-se exemplo para muitas mulheres “mães solteiras” de sua época e símbolo do que seria a mulher moderna: Mais batalhadora e menos dependente.

Se você é mulher e tem um grande problema a administrar, então as estatísticas e a história dizem que você tem tudo para transformar este problema em uma grande oportunidade de vitória, aprendizado e exemplo para si e para outras pessoas, inclusive mulheres.

Um homem para se tornar grande precisa de uma grande mulher ao seu lado, mas uma mulher para se tornar grande só precisa manter a sua fé em Deus e acreditar em si mesma. Lembre-se que há muito se ouve: “Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher”, nunca o contrário.

Como sou grato às mulheres da minha vida: minha mãe, esposa, filhas, irmã, tias, primas, amigas, professoras, alunas e você leitora de minhas singelas mensagens. Como sou grato a você que tanto me incentiva e me motiva com seu retorno contendo palavras de apreço e valorização de meu trabalho. Como é bom atravessar a madrugada escrevendo algumas verdades sobre você, sabendo que irá ler logo pela manhã quando abrir seu e-mail. Eu sou muito grato a você, pois sua força e sensibilidade me dão ânimo para continuar fazendo o que faço, cada vez melhor.

Se você é mulher e eventualmente duvida de sua força, saiba que uma das mais célebres primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, afirmou: “As mulheres são como saquinhos de chá: não se sabe sua força até serem jogadas em água quente”.
Portanto, aproveite a água quente para conhecer e mostrar a sua genuína força, pois superar desafios e dar a volta por cima é o seu natural, acredite!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Com Deus, todas as coisas são possíveis!

Chafic Jbeili

As pessoas de fé acreditam sempre que suas vidas irão melhorar, apesar dos pesares. Mas não há esperança que resista os maus agouros dos pessimistas de plantão.

É incrível como as situações de revezes afastam os amigos e atraem urubus e corvos ávidos por espalhar e perpetuar um pedacinho fugaz de má sorte aos quatro ventos, mas Grant aprendeu um antídoto eficaz, pois ele era uma dessas pessoas de fé, porém, sua fé era estática e jamais surtiria o mesmo efeito da fé dinâmica, até que foi inspirado a reconhecer isto e mudar sua própria sorte. Veja como foi:

A segunda feira parecia como outra qualquer para o técnico Grant. Ao chegar à escola, logo pela manhã, ele recebe a notícia de que seu melhor jogador havia passado para o time adversário. As coisas já não iam bem à equipe e isto parecia ser o golpe final na carreira do jovem treinador.

Ao final do expediente, depois de um dia daqueles, Grant volta pra casa e se depara com vários outros problemas cotidianos: A esposa carente de companhia; a pia da cozinha que não funciona; vazamento na tubulação do banheiro; o carro velho que não pega de primeira; contas atrasadas... Enfim, um monte de coisas pequenas que somadas fazem o corpo lançar mais cortisol e adrenalina do que o necessário, causando estresse, fadiga, desânimo e visitas recorrentes ao médico, além de franzir a testa, antecipar as rugas e provocar queda de cabelos, entre outros fenômenos psicossomáticos.

No dia seguinte, quando as coisas pareciam não ter como piorar, Grant recebe o resultado de seu check-up. O médico lhe diz, entre outras coisas, que deverá abandonar o sonho de ser pai, pois os exames acusaram esterilidade e ele não poderá ter filhos. Infeliz, Grant se isola e começa a questionar Deus. Tenta buscar forças e amenizar sua tristeza nos salmos 23 e 91. Acuado, se dirige a um lugar ermo no parque da cidade para tentar ouvir uma resposta de Deus. Pede direção, sabedoria e clama por uma solução. A quem mais recorrer, depois do médico, sacerdotes e terapeutas, quando se continua enxergar a vida em escala de cinza e a mais simples das tarefas continua parecendo algo impossível de se realizar?

Com o olhar perdido no silêncio do lugar e completamente perdido, Grant é surpreendido pelas palavras de um homem simples que se aproxima. Este lê uma das mais belas e reconfortantes passagens da Bíblia, mais especificamente no livro Apocalipse, Capítulo 3, Verso 8: “Conheço as tuas obras e eis que ponho diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar. Sei que suas forças são poucas [...]”. Impaciente, Grant interrompe o homem e pergunta: “Você acredita mesmo nisto que lê?”. Aquele desconhecido, então, responde com uma pequena história e devolve a pergunta:

- Dois fazendeiros oravam a Deus pedindo chuva para o próximo plantio, mas apenas um foi a campo preparar o terreno e semear a terra. Qual deles acreditou de verdade na própria oração? Qual dos dois acreditou que seria atendido por Deus em sua súplica? Aquele que orou e ficou esperando as coisas acontecerem sozinhas (fé estática) ou aquele que orou e foi logo preparando o terreno e semeou sua terra (fé dinâmica)? Qual dos dois é você, perguntou o homem enquanto ia embora...

A partir daquele momento, Grant teve uma série de insights e recobrou sua esperança trazendo à memória coisas que lhe davam esperanças. Decidiu mudar suas palavras e tomar atitudes. Pediu perdão a todos quantos lembrava ter ofendido nos últimos dias e perdoou outros tantos. Passou a agradecer pelas coisas simples da vida. Mal havia percebido que Deus falara com ele.

No trabalho, arregaçou as mangas e dirigiu o time como se fosse o primeiro dia de sua contratação como técnico. Escrevia bilhetinhos anônimos com frases otimistas e distribuía sorrisos. Buscou forças e determinação onde antes havia apenas mal pensamentos.

Desta forma, os corvos e urubus ficaram sem a ração do azar e foram embora. Os amigos voltaram envergonhados e novas amizades foram sendo construídas. O sucesso retornava pouco a pouco na vida de Grant e ele recobrava a confiança e admiração que haviam sido temporariamente ofuscadas.

Os acertos aumentavam gradativamente e todos os dias quando chegava para trabalhar ele encontrava um bilhetinho com frases motivacionais em sua mesa, entre estes um que dizia: “A frase NÃO TEMAS é repetida 365 vezes na Bíblia, uma para cada dia do ano. A cada amanhecer Deus lhe diz: NÃO TEMAS, POIS EU SOU CONTIGO!”.

O clima organizacional entre a equipe melhorou significativamente e, consequentemente, a produtividade aumentou também. Cada jogador passou a se dedicar mais aos treinos e obviamente o time acumulava vitórias. Não demorou muito para Grant receber aumento salarial e o merecido reconhecimento, tendo encontrado o antídoto para a superação dos momentos ruins de sua vida. Ele descobriu e optou pela fé dinâmica, decidindo colocá-la em prática. Este foi o segredo de seu sucesso.

Não é que as coisas pararam de dar errado, pois nem tudo dá certo o tempo todo, mas Grant resolveu criar o seu próprio milagre quando escolheu ser o camponês que foi preparar o terreno logo após ter orado a Deus pedindo o que queria. Ele tomou uma atitude concreta, com juízo, bom senso e discernimento. Conseguiu fazer a diferença em sua vida e na vida de muitas pessoas, transformando sua fé em ação, transformando-a de estática em dinâmica.

Moral da história: É comum quando tudo parece dar errado ficar mais tenso e irritado; perder a paciência com as pessoas mais próximas. As reações tendem a ficar desproporcionais aos estímulos. Sem querer descontam-se as frustrações do dia a dia em quem não tem nada a ver com a história e uma simples caneta que não escreve é suficiente para provocar uma bela baforada e reclamar da sorte, da vida e pensar desistir de tudo.

Quando algo dá errado parece que tudo tende a dar errado também. Neste momento muitas pessoas escolhem parar de fazer as coisas para evitar ainda mais insucesso e assim fugir do azar. Desta forma, o medo se instala e os defeitos ficam mais evidentes, fazendo-as se sentirem como peso morto, um zero à esquerda, um fracassado. Então, é natural perder o rumo e esquecer as proezas já realizadas em épocas passadas. A sensação é de que não se sabe mais o que fazer, embora continua-se acreditar em Deus e manter a fé (estática). Nestas circunstâncias não se resiste buscar um culpado, seja ele divino ou humano. Que agonia!!! Ainda bem que tem solução, ufa!!!

É bem verdade que para algumas pessoas a vida é ou parece ser bem mais difícil do que para outras. Enquanto uns granjeiam o pão com o suor do rosto, outros o recebem enquanto dormem. Assim como Grant, descobri que o segredo do sucesso é tomar uma atitude concreta e dar o melhor de si naquilo que se propõe fazer e deixar os resultados por conta de Deus. Afinal, creio eu, milagre é o resultado da fé em ação, o que chamei neste texto de fé dinâmica.

Abstraí com a lição de Grant que não devemos deixar os revezes e o medo esmorecerem nossa fé estática, mas transformá-la em fé dinâmica. Ao insistir com Deus em algo que se quer ou precisa, deve-se ir logo preparando o terreno, pois com Deus todas as coisas bem discernidas serão possíveis! E você, qual dos dois camponeses você tem sido?

*Este texto é uma síntese inspirada e modificada pelo prof. Chafic Jbeili a partir do filme “Desafio de Gigantes”.

Caminhos para aprendizagem

Chafic Jbeili – www.chafic.com.br

Porque algumas pessoas aprendem mais rápido do que outras? Porque algumas pessoas demonstram mais aptidão para aprendizagem? Será que existe uma ponte entre as dificuldades e as facilidades da aprendizagem? Será que há um caminho que pode ser trilhado por todos para alcançar o sucesso escolar ou acadêmico? Eu digo que sim!

Em primeiro lugar é preciso desvencilhar-se da péssima tendência da comparação com o outro. A única comparação viável e aconselhável é com a própria pessoa em diferentes fases. Não se deve comparar Joãozinho com o Zezinho, mas o Joãozinho com ele mesmo e o Zezinho com ele mesmo. Aquela brincadeira do antes e depois em relação a si mesmo é muito bem vinda nesse caso, desde que haja disposição para avaliar construtivamente as causas que modificaram um estado anterior para um estado atual. A comparação de qualquer natureza entre pessoas é uma tormenta tão perversa quanto imagino deva ser a própria condição do inferno.

Em segundo lugar é preciso observar as limitações irreversíveis que cada pessoa possui, entre elas, dificuldades ou debilidades nos órgãos do sentido que impedem a aprendizagem. Quanto às limitações variáveis, estas podem ser trabalhadas e as potencialidades ampliadas como é o caso da atenção e da memória, componentes essenciais para a compreensão e retenção de conteúdos essenciais ao aprender.

Em terceiro lugar é preciso compreender que o corpo é como uma máquina e precisa de combustível para funcionar. O combustível do corpo é o alimento. Alimentos ricos em fósforo, potássio, cálcio favorecem o funcionamento do cérebro e, por conseguinte a disposição para a aprendizagem.

Crianças mal alimentadas e desnutridas dificilmente terão atenção e memória suficientes para compreender e reter qualquer conteúdo. O pouco do nutriente que lhe está disponível no corpo é para manter as funções primárias (coração, respiração etc) em funcionamento e, às vezes, mal consegue mantê-la em pé.

Nota-se a disposição debilitada de crianças que já acordam cansadas e que pedem colo o tempo todo. Mal conseguem correr 20 metros e já estão exauridas. Não há energia sobrando para suprir de forma significativa as funções secundárias, tais como atenção e memória, por exemplo. Como poderão investir energia em aprendizagem? Antes de lecionar qualquer conteúdo verifique se a pessoa está alimentada e descansada.

Em quarto lugar destaco o estado emocional. Crianças que vivem em ambientes com clima de medo e tensão possuem maior quantidade de adrenalina e cortisol no organismo. A adrenalina acelera o metabolismo do corpo para elevar a freqüência cardíaca e aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos e, assim, deixar a pessoa preparada para fuga ou defesa. Esse processo gasta enorme quantidade de glicose e oxigênio, sendo que o cérebro desprovido destes dois componentes perde sua condição de consciência e racionalidade, operando por impulso e mantendo apenas o controle das funções primárias. Como poderão dispor de atenção concentrada na atividade de aprendizagem?

Antes de lecionar qualquer conteúdo, faça algum exercício de respiração com o aprendente e proceda alguma dinâmica de relaxação para que o cérebro retome seu estado de consciência e racionalidade. Em quinto lugar, estando a criança alimentada e relaxada, utilize do lúdico para lecionar qualquer conteúdo, pois o componente emocional no processo ensino-aprendizagem é essencial para fixação de conteúdos significativos. Mesmo considerando as eventuais limitações que cada pessoa possui, aprenderá melhor e mais rápido aquele que estiver bem alimentado, com suas necessidades básicas saciadas, com baixos níveis de adrenalina e cortisol no organismo e que tenha a oportunidade de aprender brincando e brincar aprendendo. Para aprender a pessoa precisa estar adequadamente alimentada, descansada, sem excesso de cortisol no organismo, sem excesso de adrenalina, protegida para errar à vontade e estimulada a manipular o conteúdo proposto de forma lúdica e divertida.

Para selar esse processo com parafina real e formar um ciclo vicioso produtivo ofereça reforço positivo ao comportamento esperado, elogiando os resultados (por mínimo que seja) e valorizando cada pequena conquista com demonstrações de afeto, carinho, reconhecimento e amor, muito amor! Estes são os caminhos para aprendizagem e não há quem resista, ainda que haja limites e limitações nas pessoas ou no fascinante processo ensino-aprendizagem.

15% dos professores da Região Centro-oeste sofrem de Burnout

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