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sexta-feira, 6 de junho de 2008

O desenho infantil


(Karina Kasper - Pedagoga)

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O homem, na história da humanidade, utilizou desenhos para registrar seus sentimentos, emoções, ideais religiosos, necessidades e ações, muito antes de usar símbolos para a escrita. Com a criança também ocorre este processo, primeiro ela desenha e só depois passa a escrever.


As pessoas tendem a expressar em seu desenho, de forma involuntária, uma visão de si mesmos, tal como são ou como gostariam de ser. Quando observa-se os desenhos de crianças, percebe-se a transmissão de aspectos que eles talvez jamais verbalizaram.


O desenho infantil expressa o mundo interno da criança, sua personalidade. Através dele, pode-se conhecer seus pensamentos, desejos, fantasias, medos e ansiedades. Pelo desenho constata-se como ela percebe e compreende o mundo, havendo a expressão de aspectos afetivos e cognitivos de sua personalidade. Além disso, pode-se através da análise do desenho, constatar o nível de maturidade intelectual da criança.


Ao desenhar, a criança exprime o que conhece de um objeto, a representação mental que ela tem construída dele no momento em que desenha. Cada desenho tem um significado pessoal, assim como sua expressão. Todo o símbolo analisado deve ser visto dentro do contexto da história pessoal do autor do desenho, pois pode ter um significado diferente para outra pessoa. Ao analisar-se vários desenhos de uma mesma criança ao longo de um período, é possível visualizar as mudanças que ocorrem e a conseqüente evolução do desenho.


Os temas mais freqüentes que aparecem tanto no desenho da criança Pré-Escolar, como na idade escolar são: a figura humana, a casa, as árvores, o sol, e outros aspectos da natureza. A escolha do tema estará vinculada ao interesse e necessidade de cada criança.


É possível analisar a evolução do desenho infantil a partir da idade cronológica e do desenvolvimento cognitivo. Em cada idade correspondente observamos características semelhantes. Essas características comuns sofrem uma evolução: há conquistas no desenho que necessariamente antecedem as outras.


Quando num desenho os braços de uma figura humana saem da cabeça e não do tronco, por exemplo, isso significa que a criança que o desenhou ainda não tem construído interiormente, em seu pensamento, o esquema corporal de uma figura humana. Isso não tem nada a ver com o fato de ela não estar enxergando bem, de estar com problemas na motricidade fina, ou de ainda não estar apta a desenhar com destreza. Desenhar figuras humanas possibilita à criança estruturar sua idéia sobre a figura humana. No mesmo sentido, quando as crianças escrevem letras e algarismos espelhados, representam o que têm construído sobre as relações espaciais; se direita e esquerda, em cima/em baixo, etc., não estiverem ainda integrados num todo em seu pensamento, o desenho ou a escrita refletirá necessariamente essa forma que ela tem de ver o mundo, e não aquela que a maioria dos adultos considera correta.


Não sendo tolhidas pelos adultos ou pela escola, as crianças terão enorme prazer em desenhar, representando por estudos e conquistas sucessivas, tudo o que existe no mundo.

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