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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O poder terapêutico e preventivo de um desabafo!

Chafic Jbeili

Quem já não “engoliu sapo”, ficou com o “ovo atravessado” ou um “nó na garganta”?

Todas estas expressões populares indicam algo que você ouviu, não gostou e na hora não pôde ou não teve como reagir, responder à altura. Bem que queria!

Quando isto acontece, a emoção fica bloqueada e emoções bloqueadas não se dissipam, mas permanecem latentes, vivas dentro de nós como algo indigesto, tal qual um sapo, um ovo atravessado ou mesmo um nó de corda.


Emoções mal elaboradas fazem mal para a mente e afetam o corpo, como é o caso da gastrite, das úlceras, das coceiras, das quedas de cabelos entre outros fenômenos psicossomáticos.

Adquira o hábito do desabafo. Fale de suas mágoas, de suas raivas, de suas indignações ou mesmo escreva, às vezes pode ter o mesmo efeito!


O cerne da cura para as neuroses está no desabafo, que Anna, paciente dos doutores Breuer e Freud denominou “limpeza de chaminé” e “cura pela palavra”. Posteriormente as analogias de Anna ganharam do pai da psicanálise o nome técnico de Catarse.


Não importa o nome: desabafo, cura pela palavra ou catarse. O importante é você falar ou escrever sobre aquilo que te incomoda. Escolha uma pessoa de sua confiança, leigo ou profissional, mas não deixe de falar do que tem te incomodado. Isto alivia as tensões e previne uma série de transtornos psíquicos, físicos e sociais.

Canalize suas energias para atividades que te relaxam e te confortam, tais como a leitura, a escrita ou a produção de algum acessório, artesanato, arte ou iguarias da culinária, por exemplo. O importante é manter a mente focada em algo produtivo e prazeroso.


Outra atividade de extrema importância e efeitos cientificamente comprovados é a oração. Falar com Deus acalma os nervos, restabelece os níveis de cortisol (hormônio do estresse) a patamares saudáveis, liberando endorfinas e aliviando o sistema imunológico.


Angústia acumulada é doença na certa. Põe pra fora o que te incomoda na mente e no coração. Fale com um amigo, com um psicólogo ou com Deus, mas fale. Se possível com os três e fique bem, muito bem!

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